Cientistas apresentam doseador de insulina inalável
22 maio 2002
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Os diabéticos que dependem das injecções de insulina para viver poderão em breve substituir as seringas por um dispositivo de inalação.
 

 

O primeiro doseador electrónico de insulina inalável está numa fase avançada de desenvolvimento, encontrando-se actualmente a ser testado com êxito em mais de três mil doentes em todo o mundo.
 

 

O projecto do dispositivo foi hoje apresentado em Madrid por investigadores dos laboratórios Novo Nordisk, que indicaram que a fase de testes deverá estar concluída num período entre seis meses e um ano.
 

 

O doseador poderá libertar os diabéticos, cerca de 6 por cento da população mundial (150 milhões de pessoas), das injecções de insulina.
 

 

A nível nacional, números anteriormente divulgados pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) indicam que deverão existir entre 400 a 500 mil diabéticos no país.
 

 

Segundo um estudo desenvolvido pelo laboratório responsável pelo novo produto, cerca de 98 por cento dos doentes com diabetes preferem inalar a insulina do que utilizar as seringas, já que estas pressupõem uma maior sensação psicológica de dependência.
 

 

O novo produto é um inalador no qual são colocadas as doses de insulina necessárias, dura cinco anos, tem uma bateria recarregável e uma boquilha que pode ser retirada para lavar.
 

 

Sistema de bloqueio
 

 

Quando a inalação não é feita de forma correcta o aparelho bloqueia e só bem utilizado se acende uma luz verde ao mesmo tempo que soa um dispositivo sonoro destinado aos doentes com problemas de visão, uma patologia muito frequente entre os diabéticos.
 

 

Esta insulina, inalada antes das refeições, tem as mesmas características que a convencional.
 

 

Em 2002 assinalam-se 80 anos da descoberta da primeira insulina de origem animal, e desde então surgiram importantes avanços como o desenvolvimento da insulina humana e agulhas muito pouco dolorosas.
 

 

Desde então, os cientistas têm tentado administrar a insulina por outras vias alternativas à subcutânea, tanto oralmente como em forma de supositórios, mas até agora sem êxito.
 

 

A diabetes caracteriza-se pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue.
 

 

Esta doença resulta de uma deficiente capacidade de utilização pelo organismo da principal fonte de energia, a glicose, proveniente da transformação dos açúcares e amidos da alimentação.
 

 

Existem dois tipos de diabetes, a tipo 1, que surge sobretudo em crianças, adolescentes e adultos até aos 30 anos, e a tipo 2 que costuma aparecer em maiores de 40 anos e que está associada ao excesso de peso, tensão arterial e alterações do colesterol.
 

 

O novo sistema de inalação de insulina pode servir também para os diabéticos tipo 2 quando a evolução da doença faz com que os medicamentos orais já não sejam suficientes para manter os níveis de glicose no sangue.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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