Cientistas alteram ecstasy para tratar tumores do sangue

Estudo publicado na revista "Investigational New Drugs"

24 agosto 2011
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O ecstasy pode ser usado para curar o cancro que afecta as células sanguíneas, depois de cientistas britânicos terem modificado a droga para aumentar as suas propriedades anti-tumorais, sugere um estudo publicado na revista "Investigational New Drugs".

 

Investigadores da Universidade de Birmingham afirmaram ter modificado formas da droga, intensificando em 100 vezes a capacidade de destruir células cancerosas, nomeadamente as que afectam as células sanguíneas.

 

O ecstasy já era conhecido por ser eficaz contra mais de metade dos tumores que afectam os glóbulos brancos do sangue, contudo, a dose necessária era tão elevada que  poderia matar o paciente.

 

Em colaboração com a Universidade da Austrália Ocidental, os investigadores britânicos alteraram quimicamente o ecstasy, retirando alguns átomos e colocando outros no seu lugar. Esta nova fórmula, menos tóxica para o cérebro, revelou-se também mais eficaz no combate à multiplicação das células cancerígenas: se antes eram necessários, por exemplo, 100 gramas de ecstasy não modificado para a obtenção do efeito desejado, agora um único grama da nova forma química é suficiente.

 

Em declarações à BBC, o líder da investigação, John Gordon, explicou que estes novos compostos foram testados em cancros, especificamente a leucemia, o linfoma e o mieloma, tendo sido verificado que, em alguns casos, conseguem exterminar 100% das células cancerígenas. “Precisamos identificar quais são os casos mais sensíveis, mas tem o potencial para acabar com todas as células cancerígenas nestes exemplos”.

 

Contudo, o cientista salienta que se tratam de testes realizados em laboratório, pelo que em ensaios clínicos (com doentes), os resultados poderão não ser iguais. "Embora não queiramos dar falsas esperanças às pessoas, os resultados desta pesquisa demonstram o potencial para avanços nos tratamentos nos próximos anos", acrescentou, no entanto, o cientista.

 

Segundo referiu John Gordon, os resultados deste estudo são muito animadores, já que, “muitos tipos de linfoma permanecem difíceis de tratar e necessitamos desesperadamente de fármacos não tóxicos que sejam eficazes e tenham poucos efeitos secundários".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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