Cientistas alertam para riscos da transmissão humana da BSE

Estudo publicado na The Lancet Neurology

27 março 2006
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O risco de transmissão entre as pessoas da variante humana da encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida por doença das vacas loucas, poderá ser mais elevado do que se previa, indica um estudo britânico divulgado esta semana.
 

 

Segundo os autores do estudo, publicado pela revista especializada The Lancet Neurology, o risco deve-se ao longo período de incubação da doença e à possibilidade de se transmitir por transfusões de sangue e instrumentos cirúrgicos infectados.
 

 

Isso porque, a doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ) pode permanecer no organismo durante anos sem apresentar sintomas e passar de uma pessoa a outra com "relativa eficácia" por transfusões de sangue e equipamento cirúrgico contaminado. "Todos os indivíduos podem ser susceptíveis de uma transmissão secundária de DCJ por canais como as transfusões de sangue", concluem os investigadores, que se basearam em experiências feitas com ratinhos geneticamente modificados.
 

 

O estudo, desenvolvido por cientistas da Unidade de Vigilância Nacional de DCJ e do Instituto de Saúde Animal de Edimburgo (Escócia), refere que se registaram 161 casos de DCJ no Reino Unido, 18 em França e 12 noutras partes do mundo.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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