Cientistas “reprogramam” células do sistema imunitário para actuar contra infecções

Estudo da Universidade de Lisboa

11 março 2009
  |  Partilhar:

Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa conseguiram identificar e controlar linfócitos T, conduzindo-os para actuar contra infecções e não para promoverem doenças auto-imunes. O trabalho foi publicado na edição online da revista científica “Nature Immunology”.

 

Os linfócitos T pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue e são os principais responsáveis pela imunidade celular.

 

Em entrevista à agência Lusa, o responsável pela equipa de investigação, Bruno Silva-Santos, explicou que, no estudo realizado em ratos, se descobriu “uma maneira de diferenciar duas populações de linfócitos T que produzem factores com actividades biológicas distintas”.

 

O que distingue estas duas populações é um receptor, designado CD27, que está na superfície das células e é responsável por transmitir os sinais que recebe do exterior. "Nós conseguimos manipular este receptor de forma a controlar a geração das duas populações de linfócitos T", afirmou o especialista, sublinhando que "este conhecimento poderá ter importantes aplicações terapêuticas", dadas as funções distintas das duas populações de células.

 

Enquanto um dos factores produzidos por estas células imunitárias, o interferão-gama, é importante no combate a vírus e a tumores, o outro, a interleucina-17, apesar de estar igualmente envolvido na resposta às infecções, está na base de doenças inflamatórias e auto-imunes, como a diabetes ou a esclerose múltipla.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.