Cientista portuguesa publica na “Nature”

Estudo realizado na University of Cambridge

14 abril 2011
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Uma cientista da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto está a participar num estudo científico que irá ser publicado na próxima edição da “Nature”. Este estudo constitui mais um passo para possibilitar a utilização de células diferenciadas na medicina regenerativa, dá conta uma nota de imprensa enviada pela universidade.
 

Este trabalho, do qual Joana Marques é co-autora, foi desenvolvido na University of Cambridge, no Reino Unido, e revela novas informações sobre a acção de uma determinada modificação epigenética (hidroximetilação) no processo de pluripotência e diferenciação das células estaminais embrionárias. Esse conhecimento poderá ser útil para criar eficazmente células pluripotentes induzidas a partir de células comuns. As células pluripotentes induzidas poderão ser alteradas de forma a integrar qualquer tipo de tecido humano, abrindo portas à sua utilização na medicina regenerativa.
 

Joana Marques está a trabalhar num projecto que tem como objectivo avaliar a influência de vários genes na transformação de células comuns em células pluripotentes induzidas. Estas células poderão "entrar na formação de qualquer órgão", tal como as células estaminais embrionárias, “mas apresentam a vantagem de não levantarem os problemas éticos e deontológicos que a utilização de células estaminais embrionárias implica”, explica a investigadora. Adicionalmente, estas células eliminam o risco de rejeição comparativamente às células estaminais embrionárias, uma vez que as próprias células dos pacientes são utilizadas nos mesmos.
 

Por enquanto, o processo de indução de células comuns em células pluripotentes é muito pouco eficaz. Mas a investigadora do Departamento de Genética da FMUP está a trabalhar de forma a tornar a técnica mais eficiente. Para tal, é preciso compreender melhor o processo de diferenciação celular.
 

Sendo assim, este último estudo apresenta-se muito relevante: o trabalho descreve “pela primeira vez os padrões de hidroximetilação no genoma total de células estaminais embrionárias e durante o processo de diferenciação”. O trabalho indica que “o balanço entre a hidroximetilcitosina e a metilcitosina, duas marcas epigenéticas com funções opostas, está intrinsecamente ligado ao balanço entre pluripotência e diferenciação”, refere Joana Marques.
 

A equipa de investigação verificou que a “esta nova marca epigenética (hidroximetilação) está associada a um aumento da expressão dos genes e, quando provocamos a diminuição dos seus níveis em laboratório, verificamos que as células adquirem uma propensão para a diferenciação, ou seja, deixam de ser pluripotentes.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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