Cientista português investiga diferenças cerebrais nas acções humanas

European Research Council atribui bolsa de 1,6 milhões de euros

25 agosto 2009
  |  Partilhar:

O neurocientista Rui Costa ¿ investigador principal no Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud no Instituto Gulbenkian de Ciência ¿ recebeu uma bolsa de 1,6 milhões de euros atribuída pelo European Research Council (ERC), o mais importante organismo europeu de apoio à ciência e à investigação. A bolsa destina-se à investigação, nos próximos cinco anos, das diferenças a nível cerebral entre as acções novas e as praticadas por rotina ou compulsivamente.

 

"Já tínhamos evidências de que diferentes áreas do cérebro estão envolvidas nas acções intencionais, quando fazemos coisas novas que nunca fizemos, e nas rotinas ou hábitos", explicou o investigador à agência Lusa, acrescentando que utilizará, agora, ferramentas moleculares para estudar que partes do cérebro, que moléculas e que receptores estão envolvidos nas acções intencionais e nas de rotina.

 

Na sua perspectiva, o trabalho poderá contribuir para compreender melhor não só o funcionamento do cérebro, a interacção com o mundo e a razão da prática de determinadas acções e não de outras, mas também as doenças do foro neurológico e psiquiátrico em que as pessoas não conseguem criar rotinas, ou as criam em demasia, como nos comportamentos compulsivos ou aditivos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.