Cientista português descobre genes comuns a vários tipos de células estaminais

Passo seguinte: aprender a controlar as células estaminais

12 setembro 2002
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O investigador português Miguel Ramalho Santos, a trabalhar há cinco anos no Departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade de Harvard, em Cambridge (EUA), publica hoje um artigo que revela um pouco mais da essência das células estaminais ou indiferenciadas - células com a capacidade de vir a dar origem a todos os tipos de células de um ser vivo.
 

 

A equipa de Miguel Santos descobriu que há 216 genes que se encontram muito activos em três tipos diferentes de células estaminais: nas embrionárias, com a tal capacidade de originar todas as outras, mas também nas do sangue e neuronais, que já só originam os vários tipos de células sanguíneas e do cérebro, respectivamente, e não da pele ou coração, por exemplo.
 

 

Se um dia se conseguir retirar células estaminais de embriões que sejam clones de um indivíduo, poder-se-á depois manipulá-las até as transformar nos tecidos desejados a fim de tratar doenças como a de Alzheimer, a de Parkinson ou a diabetes. Destas células poder-se-ão fazer células do cérebro, do pâncreas ou de outro órgão qualquer, já diferenciadas e «especializadas» em certas funções.
 

 

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