Ciência no feminino

Prémio L''''Oréal-Unesco distingue cinco mulheres cientistas

05 março 2003
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Cinco investigadoras foram distinguidas em Paris com o prémio L''Oréal-Unesco, um galardão que visa premiar os nomes mais significativos da ciência no feminino dos cinco continentes.
 

 

Pela primeira vez na história do prémio, que cumpre este ano a 5ª edição, a distinção compreendeu o domínio das ciências da matéria. Até agora vinha distinguindo especialistas na área das ciências da vida.
 

 

Karimat El-Sayed, professora de física dos sólidos na Universidade Ain Shams do Cairo, Egipto, foi distinguida por trabalhos sobre o crescimento de cristais, investigação determinante para compreender a formação dos cálculos renais.
 

 

A norte-americana Johanna Levelt Sengers, do Instituto Nacional de protótipos e tecnologia, em Gaithersburg, Maryland, EUA, foi laureada por estudos sobre o comportamento dos fluídos próximos do ponto crítico, isto é, quando estão próximos do limite entre o vapor e o líquido.
 

 

Outra das laureadas, Mariana Weissmann, do Conselho Nacional argentino da investigação, trabalhou sobre a formação de gelo. As suas investigações conduziram a aplicações práticas como a inseminação de nuvens para provocar chuva.
 

 

Weissmann é a primeira mulher eleita para membro da Academia argentina das ciências exactas.
 

 

O prémio distinguiu também a chinesa Fang-Hua Li, do Instituto de física de Pequim, China, que conseguiu eliminar os fenómenos parasitas que perturbam as observações de cristais ao microscópio, através de um tratamento de imagem.
 

 

Por último, Ayse Erzan, professora de física na Universidade técnica de Istambul, Turquia, demonstrou que em geometria fractal, ramo da ciência que estuda os objectos irregulares, as leis são as mesmas, independentemente da escala do objecto.
 

 

O montante de cada um dos prémios situa-se, este ano, nos 100.000 euros.
 

 

Os galardões foram entregues na sede da Unesco, em Paris, pela presidente da administração da empresa L''''''''Oréal, Lindsay Owen Jones, e pelo director geral da Unesco, Koichiro Matsuura.
 

 

Além destes prémios foram também entregues quinze bolsas de estudo, orçadas em 20.000 euros cada, a jovens cientistas, como forma de as encorajar a prosseguirem as respectivas investigações, avaliadas como promissoras.
 

 

Fonte: Lusa

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