Ciência explica relação entre leite materno e QI mais elevado

Estudo publicado na PNAS

14 novembro 2007
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Um gene pode explicar por que é que as crianças amamentadas ao peito têm um quociente de inteligência (QI) mais elevado do que as nutridas a biberão, defendem dois artigos científicos publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).
 

 

Há mais de uma década que se fala numa suposta relação entre o QI e a amamentação. Agora, uma equipa do Reino Unido e outra da Nova Zelândia, que estudaram três mil pessoas (as neozelandesas nasceram em 1972-73, e as britânicas em 1994-95) descobriram que quem tem uma determinada variante do gene FADS2 e bebeu leite materno em bebé tem, em média, mais sete pontos na escala de QI.
 

 

Esta variante é muito comum: 90% das pessoas têm-na no seu património genético. A variante C do gene FADS2 não está associada a nenhuma doença, mas os cientistas interessaram-se por ela porque este gene codifica para uma proteína, enzima, que está envolvida na conversão dos ácidos gordos Ómega 3 em nutrientes importantes para o desenvolvimento do cérebro.
 

 

Das três mil pessoas cuja história foi avaliada, as que tinham essa variante genética comum e beberam o leite materno tinham um QI seis a sete pontos mais elevado do que as que não possuíam essa grafia genética. Para esses 10% da população, mesmo que tivessem sido amamentados pela mãe, não havia diferenças relativamente à inteligência.
 

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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