Ciência «encontra-se» com sociedade na Fundação Gulbenkian

Conferência dias 3 e 4 de Abril

31 março 2003
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Três em cada quatro portugueses nunca leram revistas de divulgação científica, concluiu um estudo lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian que na próxima semana servirá de mote a uma conferência internacional sobre relações entre Ciência e Sociedade.
 

 

«A Ciência ao Encontro da Sociedade» é precisamente o título da conferência que, a 03 e 04 de Abril, pretende reunir na Gulbenkian comunidade científica, professores, estudantes, representantes dos meios de comunicação social e público em geral.
 

 

O trabalho apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), realizado por uma equipa do Centro de Investigação e estudos de Sociologia do ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa), deu origem ao livro «Públicos da Ciência em Portugal».
 

 

A partir desta publicação, a FCG decidiu alargar a discussão sobre o assunto e organizar um encontro onde, além do debate das conclusões do livro, se irão analisar os resultados das recentes avaliações (portuguesa e europeia) da literacia e da cultura científica.
 

 

Na conferência serão também avaliadas as barreiras e o potencial de divulgação da ciência através dos media e de outros meios interactivos.
 

 

Na conferência estarão presentes representantes do Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCES), bem como da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
 

No primeiro dia da conferência serão debatidas as conclusões do livro « Públicos da Ciência em Portugal», uma sessão que contará com a presença do autor, António Firmino da Costa, de Rainer Gerold, director do programa da Comissão Europeia «Ciência e Sociedade», e João Caraça, director do serviço de Ciência da FCG.
 

 

De acordo com este estudo, três em cada quatro portugueses (73,7 por cento dos inquiridos) nunca leram revistas de divulgação científica. Por outro lado, apenas sete por cento da amostra total (2.057 indivíduos) afirmaram ler este tipo de revistas com alguma frequência.
 

 

A partir da caracterização do público que lê ou não revistas de divulgação científica, os investigadores do ISCTE procuraram tipificar os vários modos de relação que os portugueses têm com a ciência.
 

 

Fonte: Lusa
 

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