Ciberbullying e a depressão em crianças e adolescentes

Estudo publicado no “JAMA Pediatrics”

26 junho 2015
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Parece haver uma relação consistente entre o ciberbullying e a depressão em crianças e adolescentes, sugere um estudo de revisão publicado no “JAMA Pediatrics”.
 

As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida dos adolescentes. Nos EUA cerca de 95% dos adolescentes utiliza internet e 81% utiliza os meios de comunicação social. Contudo, estas interações online podem conduzir ao desenvolvimento de riscos e problemas de segurança, como é o caso do ciberbullying.
 

No estudo, os investigadores da Universidade de Alberta, nos EUA, fizeram uma revisão de 36 estudos que analisaram os efeitos na saúde do ciberbullying através das redes sociais entre as crianças e adolescentes. Grande parte dos estudos foram conduzidos nos EUA e incluíram estudantes, maioria raparigas, entre os 12 e os 18 anos. O facebook foi a plataforma mais utilizada com cerca de 89% a 97,5% dos utilizadores.
 

Os investigadores apuraram que, em média, 23% das crianças e adolescentes disse ter sido alvo de ciberbullying, contudo a incidência dos relatos variou entre 4,8 a 73,5%. A causa mais comum do ciberbullying foram questões de relacionamento, com as raparigas na maioria dos casos a serem alvo de bullying.
 

O estudo também apurou que o ciberbullying foi consistentemente associado a um aumento de depressão.
 

As plataformas comuns das redes socias incluíram os blogs, Twitter, sites de redes sociais e fóruns. As formas mais comuns de bullying incluíram maus tratos orais, disseminação de boatos e rumores e circulação de imagens.
 

As estratégias mais utilizadas pelas crianças e adolescentes para lidarem com o ciberbullying incluíram o bloqueio do remetente, ignorar ou evitar mensagens e proteção da informação pessoal. As crianças e adolescentes acreditavam que pouco poderia ser feito de modo a evitar ou reduzir o ciberbullying.
 

“A evolução das redes sociais criou um mundo online que apresenta benefícios e potenciais riscos para as crianças e os adolescentes. O ciberbullying emergiu como a principal preocupação em termos de segurança, e, enquanto os resultados dos estudos permanecem inconclusivos relativamente aos seus efeitos na saúde mental, há algumas evidências que sugerem que existem associações de danos com a exposição ao ciberbullying”, referiram os investigadores.
 

“Esta revisão fornece informações importantes sobre o ciberbullying que irá ajudar a informar as estratégias de prevenção e controlo, incluindo atributos das vítimas e dos agressores, e razões para a natureza de comportamentos de bullying, bem como as vítimas atualmente reagem e gerem os comportamentos de bullying”, concluem.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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