Chupeta pode conduzir a problemas emocionais em rapazes

Estudo publicado na “Basic and Applied Psychology”

21 setembro 2012
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O uso de chupetas pode afetar o desenvolvimento emocional de bebés do sexo masculino porque poderão impedi-los de experimentarem expressões faciais durante os primeiros tempos, revela um estudo conduzido por investigadores da University of Wisconsin-Madison, EUA.
 

Liderada por Paula Niedenthal, docente de psicologia da mesma universidade, a equipa de investigadores conduziu uma série de três estudos que levaram a uma associação entre o uso exaustivo da chupeta e baixos resultados em termos de maturidade emocional.
 

A American Academy of Pediatrics e a Organização Mundial de Saúde já tinham feito recomendações no sentido de se utilizar as chupetas com moderação. Estudos realizados anteriormente demonstraram que o abandono do uso da chupeta pelo bebé pode incentivar a amamentação. As chupetas estão também associadas a problemas de dentição e a infeções nos ouvidos.
 

É sabido que as pessoas de qualquer idade imitam os outros, incluindo a linguagem corporal, expressões faciais e movimentos. Estes atos de mímica constituem poderosos instrumentos de aprendizagem de expressão de emoções pelos bebés.
 

Se o bebé tiver uma chupeta na boca torna-se difícil poder copiar as ações das crianças e adultos que os rodeiam, o que faz com que seja mais difícil para os mesmos aprenderem a expressar as suas próprias emoções.
 

“Ao refletirmos o que outra pessoa está a fazer, estamos nós próprios a criar uma parte desse sentimento”, explica Paula Niedenthal.
 

“Este trabalho levou-nos a pensar nos períodos críticos do desenvolvimento emocional”, continua a autora. Os autores descobriram que os rapazes de 6 e 7 anos que tinham usado chupetas regularmente não conseguiam imitar expressões emocionais tão bem como outras crianças num vídeo ao qual tinham assistido.
 

Jovens do sexo masculino com idade universitária que tinham utilizado chupetas regularmente em bebés obtiveram resultados baixos em testes de aquisição de perspetiva, que faz parte da empatia.

 

Um teste de inteligência emocional comum submetido a um grupo de estudantes universitários para calcular como é que estes chegavam a conclusões relativamente ao humor de outros revelou baixos resultados entre os homens que tinham dito terem utilizado mais frequentemente a chupeta em bebés.

 

Os autores adiantam ainda que as raparigas obtêm resultados diferentes relativamente à utilização da chupeta porque poderão desenvolver-semais rapidamente, em vários aspetos. Podem assim desenvolver o aspeto emocional antes do uso da chupeta, ou a mesma poderá não influenciar esse desenvolvimento. Os rapazes poderão ser mais vulneráveis do que as raparigas, o que indica que o uso da chupeta os poderá afetar de forma diferente.

 

Os autores irão agora debruçar-se sobre a razão pela qual as raparigas não parecem apresentar problemas no seu desenvolvimento emocional, tal como os rapazes, com o uso continuado da chupeta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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