Choro de bebés com cólica acaba aos três meses

Novo estudo pode acalmar as mães...

18 março 2003
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As mães de bebés que sofrem de cólicas podem respirar de alívio quando lerem esta notícia. Tudo porque, segundo uma equipa de cientistas, o choro, que muitas vezes pode parecer interminável, geralmente cessa quando as crianças completam três meses.
 

 

«Essa é uma informação que deve servir de alento às mães de todo o mundo», disse Tammy J. Clifford, director do departamento de epidemiologia do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil da Região Leste de Ontario, em Ottawa (Canadá).
 

 

Estima-se que entre cinco a 28 por cento dos bebés tenham cólica, geralmente entre a 2a e 6a semanas de vida, observou a equipa. Embora não se conhecem as causas ou a cura da cólica, alguns investigadores acreditam que o problema possa fazer parte do desenvolvimento normal de muitos bebés.
 

 

No novo estudo, foram avaliados 547 mães e seus filhos.
 

Mais de 85 por cento dos casos de cólica terminaram quando os bebés já tinham três meses. No caso de 131 bebés que tinham cólica com seis semanas, momento em que as crises de choro costumam atingir seu pico, apenas 18 ainda manifestavam o problema aos três meses.
 

 

Os investigadores definiram a cólica como choro, irritabilidade ou inquietação, com duração de três horas ou mais por dia, ocorrendo em três ou mais dias na semana. Os resultados basearam-se em questionários enviados pelo correio, respondidos pelas mães quando os bebés tinham uma semana, seis semanas, três meses e seis meses.
 

 

Aos três meses, a média geral de duração do choro e de irritação foi de cerca de uma hora por dia -- aproximadamente metade do tempo observado quando os bebés tinham seis semanas de vida.
 

 

O facto de ter tido um filho que foi afectado pela cólica nos primeiros meses de vida pareceu não ter repercussão sobre os níveis de depressão ou ansiedade da mãe quando a criança já tinha seis meses. Naquele momento, a cólica já seria apenas uma lembrança e a mãe já poderia estar envolvida pela satisfação de ver seu bebé gatinhar ou exibir outros aspectos positivos do desenvolvimento, sugeriu Clifford.
 

 

A maioria das voluntárias era casada, tinha estabilidade financeira e acesso ao sistema de saúde. Por isso, não ficou claro se mulheres desprovidas desses factores de segurança poderiam enfrentar tão bem a situação, disse Clifford.
 

 

O choro inconsolável tem sido identificado como um motivo para agressões contra a criança, como sacudir o bebé violentamente.
 

 

Num artigo científico, Ronald G. Barr, da McGill University, em Montreal (Quebec), explicou que as conclusões oferecem informações tranquilizadoras de que o desenlace dos casos envolvendo bebés afectados por cólica e as suas mães é positivo, pelo menos nos casos de baixo risco observados no estudo.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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