Chocolate pode ajudar a manter o cérebro saudável

Estudo publicado na revista “Neurology”

12 agosto 2013
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A ingestão de duas chávenas de chocolate quente por dia pode ajudar os idosos a manter o cérebro saudável e a sua capacidade de raciocínio aguçada, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Neste estudo os investigadores da Harvard Medical School, nos EUA, contaram com a participação de 60 indivíduos com uma média de idade de 73 anos, que não tinham demência. Os participantes beberam, ao longo de 30 dias, duas chávenas de chocolate quente, não tendo consumido outro tipo de chocolate ao longo do estudo. Todos os indivíduos foram submetidos a testes para medição do fluxo sanguíneo no cérebro.
 

“Estamos a aprender mais sobre o fluxo sanguíneo no cérebro e os seus efeitos na capacidade de raciocínio. À medida que as diferentes áreas do cérebro necessitam de mais energia para completarem as suas tarefas, também necessitam de um maior fluxo sanguíneo. Esta relação, denominada por “acoplamento neurovascular”, pode desempenhar um papel importante em doenças como a de Alzheimer”, explicou um dos autores do estudo, Farzaneh A. Sorond.
 

Os investigadores observaram que dos 60 participantes, 18 tinham, no início do estudo, o fluxo sanguíneo afetado. Estes indivíduos apresentaram um aumento de cerca de 8,3% no fluxo de sangue nas áreas do cérebro associadas à memória de trabalho. Por outro lado, aqueles que no início do estudo tinham um fluxo sanguíneo normal não apresentaram melhorias.
 

Os participantes com o fluxo sanguíneo afetado também apresentaram melhorias nos testes de memória de trabalho, tendo-se verificado uma diminuição de 167 segundos para 116 no final do estudo. Mais uma vez não se observaram alterações no desempenho dos testes para aqueles que tinham um fluxo sanguíneo normal.
 

Os investigadores também submeteram 24 participantes a uma ressonância magnética com o intuito de procurar pequenas áreas com danos cerebrais. De acordo com os resultados destes testes, os indivíduos com um fluxo sanguíneo afetado apresentavam um maior risco de terem estas áreas do cérebro danificadas.
 

“Apesar de serem necessários mais estudos para provar a associação entre o cacau, problemas no fluxo sanguíneo e o decline cognitivo, este estudo é um primeiro e importante passo que pode ajudar a orientar futuros estudos”, conclui o outro investigador, Paul B. Rosenberg.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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