Chocolate negro: porque é benéfico para o coração?

Estudo publicado no “The FASEB Journal”

03 março 2014
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Investigadores holandeses descobriram por que motivo o chocolate negro é benéfico para o coração, dá conta um estudo publicado no “The FASEB Journal”.
 

Os investigadores da Universidade de Wageningen, na Holanda, descobriram que o chocolate negro ajuda a restaurar a flexibilidade das artérias e também impede que os leucócitos adiram às paredes dos vasos sanguíneos. A rigidez arterial e a adesão dos leucócitos são fatores conhecidos por desempenhar um papel importante no desenvolvimento da aterosclerose.
 

“Fornecemos informação mais detalhada sobre o impacto do consumo de chocolate na saúde vascular e mostramos que o aumento da quantidade de flavonoides não apresentava nenhuma vantagem adicional. No entanto, o aumento do teor de flavonoides afeta claramente o sabor e consequentemente a motivação para comer estes chocolates. Assim o lado negro do chocolate afinal é saudável”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Diederik Esser.
 

De forma a chegarem a esta conclusão, os investigadores analisaram 44 homens de meia-idade, com excesso de peso, durante dois períodos de quatro semanas, ao longo do qual eles consumiram 70 gramas de chocolate por dia. Foi fornecido aos participantes chocolate negro com e sem um elevado teor de flavonoides. Ambos os chocolates tinham o mesmo teor de cacau.
 

Antes e após os dois períodos de intervenção, os investigadores avaliaram vários indicadores da saúde vascular. Ao longo do estudo, os participantes foram aconselhados a abster-se de certos produtos alimentares altamente energéticos de forma a evitar o aumento de peso. Foram também avaliadas as propriedades sensoriais dos dois tipos de chocolate e recolhida a motivação dos participantes em consumir estes chocolates durante o período de intervenção.
 

“O efeito que o chocolate negro tem no nosso organismo é encorajador não só porque nos permite  sentir menos culpados, mas também porque pode conduzir a terapias que tenham o mesmo efeito que o chocolate negro mas com resultados melhores e mais consistente. Até que o fármaco do chocolate seja desenvolvido, temos que utilizar aquilo que a natureza nos ofereceu!”, conclui o editor chefe da revista onde este estudo foi publicado, Gerald Weissmann.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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