Chocolate negro pode ajudar na prevenção de problemas cardíacos em indivíduos de elevado risco

Estudo publicado no “British Medical Journal”

05 junho 2012
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O consumo diário de chocolate negro pode ajudar a reduzir a ocorrência de eventos cardiovasculares, nomeadamente enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, nos indivíduos com síndrome metabólica, sugere um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

A doença cardiovascular é a principal causa de morte em todo o mundo. O chocolate negro, que contém pelo menos 60% de cacau, é rico em flavonoides os quais são conhecidos pelos seus efeitos protetores para o coração, apesar de só se ter analisado este efeito em estudos de curta duração.

 

Assim, neste estudo, os investigadores da University os Melbourne, na Austrália, utilizaram um modelo matemático para prever os efeitos a longo prazo e a eficácia do custo do consumo diário de chocolate negro em 2.013 indivíduos que apresentavam um elevado risco de doença cardíaca.

 

Todos os participantes apresentavam pressão arterial elevada e fatores de risco metabólico, contudo, não apresentavam história médica de doença cardíaca ou diabetes, não estando também a fazer qualquer medicação para diminuir a pressão arterial.

 

O estudo apurou que, caso a adesão fosse de 100%, o consumo diário de chocolate negro poderia potencialmente evitar 70 eventos cardiovasculares não fatais e 15 fatais por 10.000 indivíduos tratados durante 10 anos.

 

Os investigadores verificaram que mesmo que a adesão fosse de apenas 80%, o número de eventos não fatais e fatais evitado era de, respetivamente, 55 e 10 por 10.000 pessoas tratadas durante 10 anos, podendo, desta forma, ser ainda considerada uma estratégia de intervenção eficaz.

 

O modelo também sugeriu ser suficiente um gasto de 31 euros por pessoa, por ano, com a possível utilização em publicidade, campanhas educativas ou na subsidiação deste tipo de chocolate para a população de elevado risco.

 

Os autores do estudo chamam a atenção para o facto de apenas terem avaliado o risco de acidente vascular e de enfarte agudo do miocárdio não fatais, sendo que os potencias efeitos noutros eventos cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, não foram testados. Os investigadores também ressaltam o facto de estes efeitos protetores terem apenas sido demonstrados para o chocolate negro e não para o chocolate de leite ou branco, o que pode ser explicado pelos elevados níveis de cacau que o chocolate negro contém.

 

Contudo, os investigadores liderados, por Christopher M Reid, concluem que os feitos da redução da pressão arterial e do colesterol provocados pelo consumo de chocolate podem “representar uma estratégica eficaz e rentável para os indivíduos com síndrome metabólica”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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