Chocolate diminui risco de acidente vascular cerebral nas mulheres

Estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”

19 outubro 2011
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A ingestão de chocolate parece diminuir o risco de as mulheres sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC), sugere um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”.
 

Para o estudo os investigadores do Karolinska Institute, em Estocolmo, contaram com a participação de mais de 33 mil mulheres suecas entre os 49 e os 83 anos de idade. Todas as participantes foram submetidas a um questionário para avaliar o seu consumo de chocolate. Nenhuma delas tinha histórico de AVC, doença cardíaca, cancro ou diabetes, no início do estudo.
 

Ao longo do período de acompanhamento, que teve uma duração média de 10,4 anos, registaram-se AVC em 1.549 participantes. Contudo, quanto maior era a quantidade de chocolate ingerida menor o risco de AVC. Os investigadores constataram que por cada aumento de cerca de 51 gramas de chocolate por semana, o risco de as mulheres sofrerem um AVC diminuía cerca de 14%. Em comparação com as mulheres que raramente comiam chocolate, as mulheres que comiam cerca de 65 gramas por semana apresentavam um risco 20% menor de sofrer um AVC.
 

Apesar de este estudo ter sido realizado em mulheres, Susanna Larsson espera obter resultados similares com homens. A líder do estudo revela, em comunicado enviado à imprensa, que estes resultados poderão ser explicados com o facto de que o “cacau contém flavonoides, os quais apresentam propriedades antioxidantes, podendo assim eliminar a oxidação da lipoproteína de baixa densidade, vulgarmente conhecida por mau colesterol, causadora de doenças cardiovasculares incluindo o AVC”.
 

Contudo, os benefícios do chocolate não terminam por aqui, de acordo com Susanna Larsson. O consumo de chocolate negro também está associado à redução da pressão arterial, menor resistência à insulina e também ajuda na prevenção de coágulos.
 

Nieca Goldberg, cardiologista e directora do Joan H. Tisch Center for Women's Health, em Nova Iorque, EUA, acrescenta que “como em tudo há o reverso da medalha. Não é aconselhável que as pessoas consumam chocolate em demasia, mas a sua ingestão moderada pode ter alguns benefícios.”
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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