Chip lê sinais de células do cérebro

Nova tecnologia pode ajudar a desenvolver novos fármacos

12 fevereiro 2003
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Investigadores alemães da empresa Infineon Technologies desenvolveram uma nova tecnologia de semicondutores que vai permitir aos cientistas lerem os sinais eléctricos em células nervosas vivas.
 

 

Num comunicado de imprensa difundido pela Reuters, este novo método é capaz de ler e gravar os sinais, com a ajuda de computadores. Segundo Roland Thewes, líder de investigação da empresa, refere que esta nova tecnologia vai permitir um entendimento melhor sobre como o cérebro trabalha e poderá levar a novos tratamentos para doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer.
 

 

De um modo básico, o investigador explicou que «com este mecanismo podemos colocar uma quantidade de células do cérebro num chip, aplicar drogas e ver como os sinais nervosos e as células reagem a um medicamento em particular».
 

 

Os cientistas da Infineon trabalharam com investigadores do Instituto Max Planck na produção do novo biosensor, chamado «Neuro-Chip».
 

 

Neste estudo, apresentado terça-feira na Conferência Internacional de Circuitos Estado Sólido, a equipa liderada por Thewes apresentou ao pormenor como conseguiram gravar com sucesso sinais eléctricos em neurónios retirados de cérebros de lesmas.
 

 

O Neuro-Chip, com tamanho próximo ao de uma unha, tem 16 mil sensores que medem pulsos eléctricos em células submersas num fluido de nutrientes que protege o semicondutor e mantém os neurónios vivos.
 

 

Amplificadores integrados no circuito permitem que cada sensor detecte e processe a baixa voltagem dos sinais por meio de diferentes camadas celulares. Os dados podem então ser transmitidos para um computador e eventualmente serem transformados em imagens coloridas para análise.
 

 

No momento, os investigadores usam agulhas microscópicas para medir o nível de actividade eléctrica dentro dos organismos, o que reduz a vida da célula, impedindo o estudo durante um maior período de tempo. O método também não alcança a precisão que o Neuro-Chip é capaz de conseguir, afirmou Thewes.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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