Chip de ADN ajuda a tratar hepatite C

Nova ferramenta de diagnóstico vai determinar também doses de medicamentos

18 outubro 2001
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Um simples chip pode ajudar o tratamento da hepatite C. A maior produtora de chips do Japão, Toshiba Corp, anunciou ter desenvolvido um chip de ADN que vai ajudar a determinar a eficácia da droga interferon – usada no tratamento desta doença – em cada paciente, bem como irá identificar os possíveis tratamentos benéficos e mais aconselháveis. Segundo o director da empresa, a invenção estará à venda a partir de Abril de 2002.
 

 

Interferon
 

 

O interferon tem sido usado como meio de reduzir o vírus da hepatite C no fígado, no entanto, o seu sucesso depende de uma série de factores, tais como o tipo e o número de cópias de vírus e as características próprias de cada paciente. Em alguns casos, a terapia não funciona.
 

 

A empresa japonesa afirmou que o novo chip também vai indicar as doses progressivas de interferon em pacientes que estão medicados com injecções desta substância.
 

 

Os chips de ADN não são uma ferramenta de diagnóstico amplamente empregue pois requerem equipamentos bastante dispendiosos. Esta descoberta poderá ser a solução. O método patenteado pela Toshiba precisa só de um sistema de baixo custo.
 

 

 

A maior epidemia
 

 

A hepatite C é uma doença do fígado adquirida pelo contacto com sangue ou outros fluidos corporais infectados. É causada pelo vírus HCV, conhecido anteriormente como vírus não A e não B. Sendo uma doença geralmente assintomática, a hepatite C é difícil de ser diagnosticada e tratada nos pacientes.
 

 

Esta doença é perigosa pois, em 85% dos casos, torna-se crónica, podendo evoluir para cirrose ou cancro no fígado. O período de evolução da doença é estimado em 20 a 30 anos, sendo que cada organismo reage diferentemente. Este prazo depende também dos cuidados e do modo de vida do paciente.
 

 

Estima-se que existam 200 milhões de infectados em todo o mundo, o que torna a hepatite C a maior epidemia da historia da humanidade. O país com maior incidência é o Egipto, com mais de 15% da população contaminada.
 

 

Os Estados Unidos tem 2% da sua população infectada. O principal problema é que mais de 90% dos infectados desconhecem estar doentes, podendo contaminar outras pessoas e, pior ainda, não serem tratados.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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