Chineses fermentavam bebidas há nove mil anos
11 dezembro 2004
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Cientistas que recorreram a técnicas modernas para recuar no tempo concluíram que as bebidas fermentadas eram consumidas há nove mil anos no território que hoje é a China, uma investigação publicada na revista Arquivos da Academia das Ciências Americana.
 

 

 

As bebidas fermentadas acompanharam a civilização humana, com os primeiros vestígios de cerveja e vinho a serem detectados no Médio Oriente antigo. Contudo, segundo esta descoberta, os chineses poderão ter produzido mais cedo essas bebidas.
 

 

 

A descoberta, feita por um grupo de investigadores chefiados por McGovern, foi publicada na revista Arquivos da Academia Nacional das Ciências Americana.
 

 

 

A equipa de investigadores analisou pedaços de 16 vasilhas de barro encontradas em Jiahu, uma aldeia da idade da pedra na província chinesa de Henan onde também foram encontrados os primeiros indícios de instrumentos musicais, entre os quais uma antiga flauta. As vasilhas de barro datam de há sete e nove mil anos e os cientistas usaram vários métodos para analisar os resíduos existentes no interior dos objectos.
 

 

 

Os resultados revelaram químicos existentes actualmente em resíduos de arroz, vinho de arroz, vinho, taninos de uva, ervas antigas e modernas e frutos de pilriteiro.
 

 

 

Em 1990 McGovern fez parte de uma equipa que encontrou o que foi então a prova química mais antiga de vinho, de cerca de 3.500 AC, em Godin Tepe, nos Montes Zagros, na parte ocidental do Irão. A essa descoberta seguiu-se, dois anos depois, a da primeira cerveja de cevada quimicamente confirmada, noutra vasilha da mesma sala em Godin Tepe.
 

 

 

Em 1994, análises químicas confirmaram a existência de vinho resinado dentro de duas vasilhas escavadas por uma equipa de arqueólogos da Universidade da Pensilvânia no sítio Neolítico em Hajji Firuz Tepe, Irão, datado de cerca de 5.400 AC.
 

 

 

A investigação agora divulgada foi financiada pela Fundação Nacional das Ciências Naturais da China, a Fundação Henry Luce e a Fundação Nacional das Ciências dos Estados Unidos.
 

 

 

Fonte: Lusa

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