Chá verde e maçãs protegem saúde: nova evidência

Estudo publicado na “Molecular Nutrition and Food Research”

15 abril 2015
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Uma equipa de investigadores do Instituto de Estudos Alimentares, Norwich, Inglaterra, descobriu evidências relativas a um mecanismo através do qual certos compostos alimentares podem ajudar a proteger a nossa saúde.
 
É do conhecimento comum, e amplamente demonstrado em estudos, que os indivíduos que consomem maior quantidade de fruta e legumes apresentam um risco reduzido de desenvolver doenças crónicas, como cancro e doença cardíaca.
 
Algumas frutas e legumes contêm grandes quantidades de polifenóis que proporcionam benefícios em termos de saúde.
 
Neste estudo, a equipa liderada por Paul Kroon conseguiu demonstrar que os polifenóis do chá verde e das maçãs conseguem bloquear uma molécula sinalizadora denominada VEGF, que pode desencadear a aterosclerose no organismo e que constitui um alvo dos fármacos anticancerígenos.
 
A molécula VEGF é o principal motor da formação de vasos sanguíneos naquele tipo de células através de um processo chamado angiogénese. Este processo é fundamental para o progresso do cancro e no desenvolvimento de placas de aterosclerose e da sua rutura, podendo causar enfartes agudos de miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.
 
Através da utilização de células derivadas de vasos sanguíneos humanos, os investigadores descobriram, que baixas concentrações de polifenóis de chá verde, a epigalocatequina galato (EGCG), e de maçãs, a procianidina, faziam parar uma função de sinalização crucial da VEGF. Esta interação foi observada a níveis que seriam verificados na corrente sanguínea após o consumo de alimentos ricos em polifenóis. “Se este efeito também sucede no organismo, dá-nos evidências muito fortes de um mecanismo que liga os polifenóis da dieta a efeitos benéficos para a saúde”, comenta Paul Kroon.
 
Adicionalmente, os polifenóis ativaram outro sistema de sinalização de enzimas que gera óxido nítrico no sangue e que ajuda na dilatação dos vasos sanguíneos e previne danos. Este fenómeno foi inesperado pois a VEGF estimula óxido nítrico e os fármacos anticancerígenos que bloqueiam a VEGF também reduzem o óxido nítrico, conduzindo a um risco maior de hipertensão nalguns utilizadores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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