Cevada pode impedir desenvolvimento de diabetes e doença cardiovascular?

Estudo publicado no “British Journal of Nutrition”

12 fevereiro 2016
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Investigadores suecos constataram que a cevada pode melhorar rapidamente a saúde, uma vez que reduz os níveis de açúcar e o risco de diabetes. O estudo publicado no “British Journal of Nutrition” refere que o segredo está numa mistura de fibras encontradas na cevada, que também ajudam a reduzir o apetite e o desenvolvimento de doença cardiovascular.
 

“É surpreendente como a escolha certa de fibras dietéticas pode, num curto espaço de tempo, conduzir a benéficos para a saúde notáveis”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Anne Nilsson.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, contaram com a participação de indivíduos de meia-idade saudáveis que foram convidados a ingerir às três principais refeições pão, produzido na sua maioria com grãos de cevada, ao longo de três dias. Após aproximadamente 11 a 14 horas da última refeição foram analisados indicadores do risco da diabetes e doença cardiovascular.
 

O estudo apurou que o metabolismo dos participantes tinha melhorado ao fim de 14 horas. Verificou-se que houve uma diminuição nos níveis de glucose e insulina, um aumento da sensibilidade da insulina e uma melhoria do controlo do apetite. Este efeito apareceu quando uma mistura específica de fibras dietéticas presente no miolo da cevada atingiu os intestinos, estimulando o aumento de bactérias benéficas e a libertação de hormonas importantes.
 

A investigadora refere que o consumo de pão feito de miolo de cevada conduziu a um aumento de hormonas intestinais que regulam o metabolismo e apetite, e também a um aumento de uma hormona que ajuda a reduzir a inflamação crónica ligeira. “Com o tempo, pode ajudar a impedir o desenvolvimento da diabetes e doença cardiovascular”, referiu Anne Nilsson.
 

Estudos anteriores já tinham comprovado que as fibras dietéticas do miolo de cevada aumentavam a quantidade da bactéria intestinal Prevotella copri, que tem um efeito regulador nos níveis de glucose e ajuda a diminuir a proporção de um tipo de bactéria considerada prejudicial.
 

Os efeitos do miolo da cevada são influenciados pela composição da flora intestinal, o que significa que os indivíduos com baixas concentrações de Prevotella copri não beneficiam tanto do consumo deste tipo de cereal. Contudo, o consumo de maiores quantidades de cevada pode ajudar a estimular o crescimento da bactéria.
 

Estes resultados são, de alguma forma, oportunos, uma vez que as taxas de obesidade e diabetes tipo 2 têm aumentado significativamente nestes últimos anos. Os investigadores, liderados por Inger M. E. Björck, esperam que um maior conhecimento do impacto que determinadas fibras dietéticas têm na saúde possa aumentar a disponibilidade de alimentos saudáveis para os consumidores. O objetivo é tentar que mais pessoas utilizem a cevada nas refeições, nomeadamente, em saladas, sopas, ensopados, ou como uma alternativa ao arroz ou batatas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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