Cevada diminui “mau” colesterol

Estudo publicado no “The European Journal of Clinical Nutrition”

13 junho 2016
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Ingerir cevada ou alimentos que contenham este cereal reduz significativamente os níveis de dois tipos de colesterol “mau” associados ao risco cardiovascular, dá conta um estudo publicado no “The European Journal of Clinical Nutrition”.
 

O estudo de revisão conduzido pelos investigadores do Centro St. Michael, no Canadá, e que se baseou na análise de 14 ensaios clínicos realizados em sete países, apurou que a cevada reduzia a lipoproteína de baixa densidade, ou LDL, e a lipoproteína de densidade não elevada, ou não-HDL, em cerca de sete por cento.
 

Este estudo, liderado por Vladimir Vuksan, foi o primeiro a analisar os efeitos da cevada e dos seus produtos tanto no colesterol LDL como no não-HDL, para além de na apolipoproteína B (apoB), uma lipoproteína que transporta o “mau” colesterol através do sangue. A medição do colesterol não-HDL e da apoB fornece uma análise mais precisa do risco cardiovascular, uma vez que têm em conta o “mau” colesterol total encontrado no sangue.
 

De acordo com o investigador, estes resultados são particularmente importantes para as populações que têm um elevado risco de doenças cardiovasculares, como é o caso dos indivíduos com diabetes tipo 2, que têm níveis normais de colesterol LDL, mas níveis elevados de colesterol não-HDL ou apoB.
 

“A cevada tem um efeito redutor no ‘mau’ colesterol total nestes indivíduos de elevado risco, mas também pode ser benéfico para aqueles sem colesterol elevado”, referiu, em comunicado de imprensa, Vladimir Vuksan.
 

O investigador refere ainda que o efeito positivo da cevada na diminuição do colesterol está bem documentado, estando incluído nas estratégias canadianas para redução do risco cardiovascular. Contudo, este é o primeiro estudo a demonstrar que este cereal também é benéfico para outros lípidos prejudiciais.
 

Apesar destes efeitos benéficos, a cevada não é tão consumida quanto outros alimentos recomendados, como é o caso da aveia. O consumo de cevada pelos humanos tem diminuído em 35% nos últimos 10 anos. Contudo, os resultados demonstraram que a cevada é tão eficaz quanto a aveia na redução do risco da doença cardiovascular.
 

A cevada é rica em fibra, tem o dobro da proteína e quase metade das calorias de aveia, que são considerações importantes para aqueles que têm preocupações com o peso e com a dieta.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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