Cetamina poderá curar depressão

Estudos comprovam efeito antidepressivo do fármaco

02 outubro 2014
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Investigação recente demonstrou que o fármaco anestésico cetamina poderá ser o futuro do tratamento da depressão.
 

Os fármacos convencionais, como o Prozac, Zoloft e Effexor, não são eficientes no tratamento de todos os casos de depressão, colocando o doente num risco acrescido de hospitalização, tentativa de suicídio, abuso de substâncias ilícitas ou de álcool.
 

A cetamina é um fármaco que tem sido utilizado como droga recreativa ilícita devido ao facto de ser alucinogénica. No entanto, tem sido utilizada no tratamento de pacientes nos quais os tratamentos convencionais não funcionaram, em clínicas especializadas.
 

Os pacientes recebem uma série de infusões, atuando muito rapidamente, no espaço de horas ou menos tempo. Os efeitos secundários são, segundo alguns profissionais clínicos, muito leves e duram muito pouco tempo. No entanto, ainda não existem estudos sobre a segurança e eficácia do fármaco a longo termo. Por essa razão a American Food and Administration ainda não aprovou o uso deste fármaco para o tratamento da depressão.
 

Segundo Alan Manevitz, especialista em resistência ao tratamento contra a depressão, do Lenox Hill Hospital, “o facto de nos sentirmos melhor mais rapidamente, conseguir que o humor melhore mais rapidamente – é por isso que a cetamina é tão promissora”.
 

Todavia o especialista adverte para o facto de não nos devermos basear num único tratamento para a depressão. É necessário abordar todos os aspetos da doença, como o ambiente biológico, fisiológico e social. Por esse facto, Alan Manevitz considera que a cetamina não é um fármaco milagroso.
 

No entanto, em casos de pessoas com pensamentos suicidas, a cetamina poderá ser uma resposta rápida e eficiente, e salvar vidas. Há estudos que comprovam que uma única dose do fármaco reduz notavelmente os pensamentos suicidas.
 

Segundo a investigadora Elizabeth Ballard, “necessitamos imenso de tratamentos anti-suicidas na psiquiatria”. Durante o tempo de atuação do fármaco pode-se dar ao doente outra medicação e psicoterapia.
 

À medida que prosseguem os estudos sobre o novo uso do fármaco, já abriram nos EUA 17 clínicas que oferecem este tipo de tratamento. Agora, os investigadores procuram formas de manter os benefícios trazidos pela administração do fármaco: “ o problema é manter o ganho, prolongar o efeito”, afirma Alan Manevitz.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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