Cessação tabágica durante a gravidez reduz risco de parto prematuro

Estudo publicado na “Obstectrics & Gynecology”

26 julho 2009
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As mulheres grávidas que cessam o seu hábito tabágico durante a gravidez reduzem o risco de o seu bebé nascer prematuramente ou pequeno para a idade gestacional, sugere um estudo publicado na revista científica “Obstectrics & Gynecology”.

 

Investigadores do Centers for Disease Control and Prevention, em Atlanta, EUA, analisaram os dados referentes aos certificados de nascimento de 915.441 bebés, que incluíam informações sobre o hábito tabágico das suas mães ao longo de cada trimestre da gravidez.

 

Os investigadores constataram que, no grupo de mulheres que fumaram durante toda gravidez, 10% deram à luz prematuramente mas os bebés tinham um tamanho adequado à idade gestacional, 15% deram à luz bebés de termo mas pequenos para a idade gestacional e 2% deram à luz bebés prematuros e pequenos para a idade gestacional. No que diz respeito às mulheres que interromperam o seu hábito tabágico durante o primeiro trimestre da gravidez, os valores correspondentes foram de 8%, 9% e 1%, respectivamente.

 

Após terem ajustado a idade da mãe, a ocorrência de partos prematuros prévios e outros factores relevantes, os investigadores verificaram que as mulheres que cessaram o seu hábito tabágico durante o primeiro trimestre da gravidez diminuíam em 31% o risco de terem um parto prematuro, mas darem à luz um bebé com um tamanho adequado à idade gestacional. Para além disso, estas mulheres apresentavam uma diminuição de 55% no risco de terem um parto a termo mas darem à luz um bebé pequeno para a idade gestacional e uma diminuição de 53% no risco de daram à luz bebés prematuros e pequenos para a idade gestacional.

 

O estudo revelou ainda que a cessação tabágica no segundo trimestre também reduzia o risco de parto prematura, mas de uma forma menos pronunciada. A redução do risco associada à cessação tabágica no primeiro semestre foi particularmente evidente nas mulheres com 40 anos de idade.

 

Os autores incentivam as mulheres grávidas a deixarem de fumar, dado o impacto que esta acção poderá ter na sáude dos seus bebés.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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