Cesariana mais rápida e menos dolorosa

Especialistas austríacos desenvolvem nova técnica

15 janeiro 2003
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Uma nova técnica de cesariana, menos dolorosa do que a tradicional e que permite reduzir as perdas de sangue da mãe para metade, foi apresentada esta semana por uma equipa de especialistas do Hospital Geral de Viena. Este novo método desenvolvido pelos cientistas requer uma intervenção de apenas 20 minutos e já foi levado a cabo com êxito em mais de mil mulheres durante os últimos dois anos.
 

 

«Muitos dos passos que se levam a cabo na intervenção tradicional são desnecessários, pelo que simplificar o procedimento beneficia claramente a mãe», disse Elmar Armin Joura um dos membros do Departamento de Ginecologia desse centro hospitalar. Só na Áustria, 15 por cento dos nascimentos são feitos por meio de cesariana.
 

 

Apesar de nesta técnica se usar uma lâmina cortante para a pele, o resto dos tecidos atravessa-se cuidadosamente no ponto que apresenta menos resistências. Nestas zonas há menos vasos sanguíneos o que evita danos e hemorragias. «Se o corte se faz ao nível adequado», explica o especialista, «temos um bom acesso para chegar ao útero».
 

 

Ao invés, as cesarianas tradicionais requerem até sete camadas de pontos em diferentes níveis horizontais - entre a camada mais externa da pele e o último dos níveis, o mais próximo do útero. Mas este novo método basta apenas três camadas contínuas de costuras. Esta redução permite que os tecidos adiram menos ao abdómen e possam cicatrizar de forma natural.
 

 

E para que as mães se possam levantar da cama em tempo recorde, os especialistas aconselham as mulheres submetidas a cesariana a beber imediatamente depois da intervenção, de modo a aumentar a função intestinal. Também são incentivadas a ingerir alimentos ao fim de apenas seis horas. Com estas novas técnicas de tratamento pós-parto, reduziu-se a necessidade de analgésicos para a dor, referem os cientistas.
 

 

Os dados deste método, que vem descrito no último número da revista Journal of Obstetrics and Gynaecology, assinalam também que a fertilidade da mulher não fica comprometida pela intervenção.
 

 

Fonte: Diário Digital
 

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