Cesariana aumenta risco de obesidade infantil

Estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”

28 maio 2012
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As crianças tendem a ser duas vezes mais obesas se nasceram por cesariana, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”.

 

Nos EUA uma em três crianças nasce por cesariana, um método que tem sido associado ao aumento de asma e rinite alérgica. De forma a averiguar se havia alguma associação entre o tipo de parto e a obesidade das crianças, os investigadores da Harvard Medical School, nos EUA, contaram com a participação de 1.255 pares, mães e filhos.

 

Os investigadores verificaram que dos 1.255 nascimentos, 22,6% foram por cesariana e 77,4% por parto natural. Os investigadores mediram o comprimento e o peso dos bebés à nascença, aos seis meses e aos 3 anos de idade, tendo também sido avaliada a gordura corporal.

 

O estudo apurou que em comparação com as mulheres que tiverem um parto natural, as que que deram à luz por cesariana tendiam, tal como os bebés, a pesar mais e a amamentar os seus filhos durante um menor período de tempo.

 

Os investigadores também verificaram que em comparação com as crianças que nasceram por parto natural, as que nasceram por cesariana apresentaram um risco duas vezes maior de serem obesas, de terem um índice de massa corporal mais elevado e de apresentarem uma maior quantidade de gordura corporal, aos três anos de idade.

 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados poderão ser justificados pela diferente composição das bactérias intestinais adquiridas durante o nascimento nos dois tipos de parto. Estudos anteriores mostraram que as crianças que nasciam por cesariana apresentavam uma maior quantidade de bactérias do filo Firmicutes e um menor quantidade de Bacteroides nos seus intestinos.

 

Os investigadores, liderados por Matthew Gillman, explicam que estas bactérias podem influenciar o desenvolvimento da obesidade através do aumento de energia extraída da dieta, da ativação das células para o aumento da resistência à insulina e da deposição de gordura e inflamação.

 

Os investigadores concluem que as mulheres que decidam ter filhos por cesariana devem ser informadas dos potenciais risco de saúde para o bebé, incluindo o risco de obesidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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