Cerveja contra o cancro

Cientistas alemães desenvolvem bebida capaz de combater a doença

02 dezembro 2002
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Depois de muitas notícias contraditórias sobre os benefícios e malefícios do consumo de álcool, esta bem pode ser a alegria dos adeptos da cerveja.
 

 

Segundo uma equipa de investigadores alemães está criada a primeira cerveja capaz de ajudar no combater o cancro. A bebida contém níveis bastante elevados de um antioxidante poderoso encontrado no lúpulo, o xanthohumol. Estudos anteriores, feitos em laboratório, já tinham demonstrado que o xanthohumol detém o crescimento de células tumorais.
 

 

Como o composto é encontrado em concentrações muito baixas na cerveja normal, o Instituto Alemão de Investigação do Cancro, em Heidelberg, pediu a investigadores da Universidade Técnica de Munique que tentassem produzir uma cerveja enriquecida com xanthohumol.
 

 

Utilizando um método que mantêm em segredo, os cientistas criaram uma cerveja com um conteúdo, pelo menos, dez vezes maior de xanthohumol -- mas a mesma quantidade de calorias e de álcool -- que a cerveja normal, informou a universidade.
 

 

Achim Zuercher, um dos investigadores envolvidos no trabalho, disse à Reuters que o conteúdo de xanthohumol das cervejas comerciais varia de 0,01 miligrama por litro (mg/L) a 0,20 mg/L. Nesta nova cerveja, no entanto, os cientistas conseguiram concentrações que vão de 1 mg/L a 2,5 mg/L.
 

 

O produto, que será produzido por uma fábrica da Bavária ainda não identificada, deve estar disponível no mercado em Janeiro ou Fevereiro de 2003, informou Zuercher. E o investigador espera ainda que a venda da bebida não se restrinja apenas à Alemanha.
 

 

«O vinho tinto passou a ter uma boa imagem no que diz respeito ao cancro após a descoberta do resveratrol. Agora temos o xanthohumol na cerveja», explicou o especialista.
 

 

Até ao momento, os testes sobre os efeitos do xanthohumol foram realizados apenas em laboratório, mas a substância já mostrou ser um composto natural muito promissor e efectivo no combate ao cancro em vários sistemas de testes, observou Zuercher. «Por exemplo, é muito mais eficaz que o resveratrol», afirmou.
 

 

O cientista lembrou ainda que não é possível dizer, de forma conclusiva, que a cerveja combaterá o cancro em humanos até que os testes sejam concluídos daqui a vários anos. Segundo o especialista, o Instituto de Pesquisa do Cancro vai começar a testar a cerveja em animais, mas ainda vai demorar alguns anos para que seja determinado se o composto funciona realmente como um quimioprotector em humanos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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