Cérebros de letrados e analfabetos diferem

Neurologista Castro-Caldas explica diferenças

26 janeiro 2004
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«Quando as pessoas não vão à escola ficam com um handicap biológico em termos de desenvolvimento e organização do cérebro, que dificulta a aprendizagem mais tarde.» Os estudos realizados pelo neurologista Alexandre Castro-Caldas, nos últimos 30 anos, conduziram-no a esta conclusão, que partilhou com o DN.O especialista, que falava na semana passada, na abertura do ciclo de colóquios «Despertar para a ciência», da Fundação Calouste Gulbenkian, alertou para o facto de o cérebro ser «um órgão adaptativo consoante o meio em que está inserido». Ou seja: «Só funciona se houver um motor externo que o ponha em funcionamento.» Por isso, diz, as redes neuronais comportam-se de forma diferente entre analfabetos e letrados.Segundo Castro-Caldas, seria, portanto, desejável que o programa de ensino para adultos fosse «eventualmente adequado às novas apetências que as pessoas têm naquela altura». Até porque cruzar informação é um processo muito mais difícil para os analfabetos do que para os letrados. A identificação de desenhos também levanta maiores dificuldades aos analfabetos.O ciclo «Despertar para a ciência» prossegue a 18 de Fevereiro com o conferencista Rui Agostinho, vice-presidente do Observatório Astronómico de Lisboa.Fonte: Diário de Notícias 

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