Cérebros das mulheres são mais ativos do que os dos homens

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

11 agosto 2017
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Um novo estudo determinou que as mulheres apresentam níveis de atividade significativamente mais elevados do que os dos homens.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores das Clínicas Amen, EUA, este é o maior estudo de imagiologia funcional cerebral efetuado até à data, tendo comparado 46.034 tomografias computadorizadas por emissão de fotão único, ou SPECT cerebral, para quantificar as diferenças entre os cérebros dos homens e das mulheres.
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 119 voluntários saudáveis e de 26.683 pacientes com vários problemas psiquiátricos: doença bipolar, esquizofrenia, doenças psicóticas,  transtorno de défice de atenção e hiperatividade (TDAH), traumatismo crânio-encefálico e outros.
 
Os investigadores analisaram um total de 128 regiões do cérebro dos participantes, inicialmente e enquanto desempenhavam uma tarefa que exigia concentração. 
 
Foi apurado que os cérebros das mulheres eram muito mais ativos do que os dos homens em muito mais áreas do cérebro, especialmente no córtex pré-frontal; esta região do cérebro está associada à focalização e controlo dos impulsos. 
 
As mulheres apresentavam igualmente mais atividade no sistema límbico e emocional do cérebro, que estão envolvidos com a ansiedade e estado de humor.
 
Relativamente aos homens, foi observada mais atividade nos centros visuais e de coordenação.
 
Perante os resultados, Daniel Amen, fundador das Cínicas Amen, comentou que “este estudo é muito importante para ajudar a perceber as diferenças no cérebro baseadas no sexo. As diferenças quantificáveis que identificámos entre homens e mulheres são importantes para perceber o risco de doenças do cérebro de acordo com o sexo, tal como a doença de Alzheimer”.
 
A relevância de se conhecer estas diferenças tem a ver com o facto de as doenças do cérebro afetarem de forma diferente os homens e as mulheres. 
 
As mulheres apresentam índices significativamente mais elevados da doença de Alzheimer, depressão (que por si só constitui um fator de risco para a Alzheimer) e ansiedade. Os homens, por sua vez, apresentam níveis superiores de TDAH e problemas relacionados com a conduta. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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