Cérebro separa chimpanzé do homem
11 abril 2002
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Os chimpanzés estão mais próximos dos humanos do que qualquer outro primata. Pensa-se que os dois deverão ter partilhado um parente ancestral há cerca de 5 a 7 milhões de anos atrás, apesar de não se saber muito bem qual deverá ter sido o aspecto desse antigo primata comum.
 

 

A partir daí, os dois evoluíram separadamente, e os humanos desenvolveram um cérebro de dimensão duas vezes superior ao dos chimpanzés.
 

 

Segundo o estudo, humanos e chimpanzés partilham 98,7 por cento dos genes, verificando-se a maioria das pequenas diferenças ao nível do cérebro, mais complexo no homem, refere um estudo publicado na revista Science.
 

 

Uma equipa de investigadores europeus e norte-americanos comparou a actividade dos genes no cérebro, fígado e sangue de chimpanzés e humanos, verificando que os tecidos de ambos eram muito semelhantes, mas que o cérebro humano apresentava cinco vezes mais actividade genética que o do macaco.
 

 

Poucas diferenças
 

 

Os dados recolhidos sugerem que muitas das alterações evolutivas que separaram os chimpanzés dos humanos ocorreram a nível cerebral, disse Ajit Varki, professor de medicina na Universidade da Califórnia, em San Diego, e co-autor do estudo.
 

 

"Houve muitas mudanças genéticas que ocorreram no processo de desenvolvimento dos humanos", disse Varki.
 

 

"Este estudo sugere que as mudanças no cérebro foram um dos principais aspectos em que o homem evoluiu a partir do chimpanzé", acrescentou.
 

 

"Muitas pessoas falaram sobre as diferenças, mas simplificaram demasiado as coisas", explicou Elaine V. Muchmore, investigadora do Sistema de Saúde VA San Diego e professora de medicina.
 

 

"O cérebro humano é um órgão muito, muito complicado e este estudo valida isso", disse Muchmore, outra co-autora do estudo.
 

 

O autor sénior dos trabalhos foi Svante Paabo, enquanto que os primeiros autores foram Wolfang Enard e Philipp Khaltovich, todos do Instituto Max Planck, em Leipzig, na Alemanha. Houve ainda dois co-autores provenientes de institutos holandeses.
 

 

Fonte: Lusa
 

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