Cérebro incrivelmente pequeno surpreende médicos franceses

Análise publicada na revista The Lancet

16 agosto 2007
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Cientistas franceses estão surpreendidos com a situação de um homem que leva uma vida normal apesar de ter um cérebro incrivelmente pequeno. A descoberta foi publicada na revista científica The Lancet.
 

 

Imagens obtidas por ressonância magnética mostraram que o tecido cerebral ocupa apenas um espaço tão fino quanto uma folha de papel. "É difícil dizer qual a exacta percentagem de redução do cérebro, mas, visualmente, é possível afirmar que há uma redução de entre 50% e 75% em relação ao tamanho normal”, explicou Lionel Feuillet, Neurologista da Mediterranean University, localizada em Marselha, França.
 

 

O homem, que tem 44 anos, casado e com dois filhos, foi ao hospital depois de sentir uma leve fraqueza na perna esquerda. Quando o seu histórico clínico foi verificado, a equipa médica descobriu que, durante a infância, foi submetido a um procedimento para retirar fluído do cérebro.
 

 

Quando realizaram uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética, os médicos ficaram surpreendidos ao ver uma grande dilatação dos ventrículos laterais – que normalmente são pequenas cavidades que guardam o fluído que protege o cérebro.
 

 

Testes de QI realizados ao paciente deram 75, resultado bem inferior à média que se situa no 100. No entanto, segundo avaliação médica, não foi classificado como portador de algum tipo de atraso mental. "O que eu achei fantástico foi como o cérebro consegue lidar com algo completamente incompatível com a vida", comentou Max Muenke, médico especialista em danos cerebrais do National Human Genome Research Institute, dos EUA.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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