Cérebro elimina toxinas durante o sono

Estudo publicado na “Science”

22 outubro 2013
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Uma boa noite de sono limpa literalmente a mente. O estudo publicado na revista “Science” constatou que durante o sono o cérebro elimina as toxinas produzidas durante o dia.
 

Durante séculos, os cientistas e filósofos questionaram-se sobre o motivo pelo qual as pessoas dormiam, e como o sono afetava o cérebro. Apenas recentemente os cientistas demonstraram que o sono é importante para o armazenamento das memórias. Este estudo sugere agora um novo papel do sono na saúde e na doença.
 

Este estudo, levado a cabo pelos investigadores Universidade de Rochester, nos EUA, teve por base uma descoberta recente, a qual demonstrou que o cérebro tem o seu próprio sistema de eliminação de resíduos celulares, o qual é conhecido por sistema “'glymphatic”. Foi verificado que, durante o sono, este sistema está 10 vezes mais ativo.
 

Os investigadores começaram por estudar este sistema através da injeção de um corante no líquido cefalorraquidiano (LCR) de ratinhos, tendo observado o fluxo e, simultaneamente, monitorizado a atividade elétrica cerebral. Foi observado que o corante fluía rapidamente quando os animais estavam inconscientes, a dormir ou anestesiados. Pelo contrário, o corante mal se movia quando os ratinhos estavam acordados.
 

Ficamos surpreendidos com o baixo fluxo presente no cérebro dos ratinhos que estavam acordados. Este achado sugere que talvez o espaço este as células cerebrais se altere entre o estado consciente e inconsciente”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Maiken Nedergaar.
 

Na verdade os investigadores verificaram que o espaço entre as células aumentava cerca de 60% quando os animais estavam a dormir. “Observámos alterações dramáticas no espaço extracelular”, referiu um outro autor do estudo, Maiken Nedergaard.
 

Estudos anteriores já tinham sugerido que as moléculas tóxicas envolvidas nas doenças neurodegenerativas se acumulavam no espaço entre as células cerebrais. Os investigadores observaram que a proteína beta-amilóide, envolvida na doença de Alzheimer, era eliminada mais rapidamente quando os animais estavam a dormir, o que sugere, de facto, que o sono elimina as moléculas tóxicas do cérebro.
 

“Estes resultados podem ter várias implicações em múltiplas doenças neurológicas, ou seja as células que regulam o sistema “'glymphatic ”podem tornar-se alvos de tratamento destas doenças”, conclui um dos autores do estudo, Jim Koenig.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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