Cérebro e computador: que diferenças?

Cérebro humano serve de modelo para avanços na informática

19 agosto 2002
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Na incessante procura pelos próximos avanços na área da informática, cientistas norte-americanos têm lançado olhares sobre o funcionamento do cérebro humano para obter inspiração.
 

 

Actualmente, o grande dilema da indústria é aumentar a «performance» dos processadores sem que o consumo de energia acompanhe o mesmo ritmo.
 

 

A massa cinzenta é tão eficiente quanto o computador mais avançado da actualidade. Para isso, usa fracções da electricidade necessária para manter os chips, ou neurónios, em funcionamento.
 

 

Segundo Kerry Bernstein, cientista norte-americano da IBM, o cérebro trabalha a 12 KHz (ciclos por segundo), mas gasta relativamente muito menos energia do que um processador.
 

 

O cientista explica que o cérebro também consegue transmitir informações de forma paralela a centenas de milhares de neurónios, o que o torna tão eficiente ou até muito mais que os computadores mais velozes de hoje em dia.
 

 

Segundo o cientista, os mamíferos ganham um centímetro cúbico de massa cinzenta a cada 100 mil anos, enquanto os processadores dobram a sua velocidade a cada 12 ou 18 meses.
 

 

Para o especialista, manter o mesmo princípio de funcionamento para os chips poderá colocar em risco o suprimento de energia.
 

 

Há já alguns anos que Bernstein promove palestras na IBM, onde convida neurocirurgiões para obter inspiração sobre as novas direcções em tecnologia para chips. E, diz, a troca também ocorre na direcção oposta: os médicos têm oportunidade de estudar como a tecnologia pode ajudar a área da saúde.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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