Cérebro é afetado pelo tipo de alimentação

Estudos apresentados no “Neuroscience 2012”

22 outubro 2012
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Os processos biológicos do cérebro desempenham um papel importante em vários problemas de saúde pública, nomeadamente na diabetes, obesidade, compulsão alimentar e na tentação de ingerir alimentos calóricos, sugerem vários estudos apresentados na conferência “Neuroscience 2012”.


Vários estudos utilizaram imagens de ressonância magnética para analisar de que forma o sistema nervoso contribuía para o desenvolvimento de doenças do foro alimentar. Os especialistas foram capazes de associar os alimentos à forma como as pessoas pensam e aos temas em que pensam.


O objetivo dos estudos apresentados na conferência da Society for Neuroscience era identificar novas formas de tratar as doenças associadas à alimentação, assim como adquirir um conhecimento mais aprofundado do impacto da obesidade e da dieta na saúde física e mental.


Os estudos apuraram que a função cognitiva é afetada pela obesidade, sendo, nestes casos, necessário um maior esforço para conseguir levar a cabo uma tarefa que envolve uma tomada de decisão complexa. Foi também constatado que, quando as pessoas não tomam o pequeno-almoço, há uma região do cérebro que é ativada com a visualização de imagens de alimentos altamente calóricos. Os indivíduos que não tomam o pequeno-almoço tendem também a ingerir uma maior quantidade de alimentos durante o almoço, o que põe em causa a ideia de que o jejum é uma boa forma de controlar a dieta.


Algumas experiências realizadas em ratinhos sugeriram também que é possível que os fármacos que ajudam os toxicodependentes a controlar a sua adição possam também ser utilizados na alteração dos comportamentos alimentares compulsivos.


Outros estudos indicaram ainda que a ingestão de uma dieta rica em açúcar afeta os recetores cerebrais da insulina e debilita a aprendizagem espacial e a capacidade de memória. Contudo, este efeito pode ser, de alguma forma, compensado com o consumo de ácidos gordos ómega-3.


“Estes estudos são fascinantes, pois demonstram que, apesar de o cérebro de ser muitas vezes negligenciado, tem um papel importante no desenvolvimento de várias doenças alimentares. Muitas destas descobertas poderão conduzir ao desenvolvimento de novas intervenções capazes de reduzir a obesidade e ajudar as pessoas que lutam diariamente com o tipo de alimentos que consomem”, revelou, em comunicado de imprensa, um especialista em adições e obesidade, Paul Kenny.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
 

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