Cérebro de insectos tem propriedades que podem dar origem a novos antibióticos

Estudo da University of Nottingham

13 setembro 2010
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Investigadores da Escola de Medicina Veterinária da University of Nottingham, no Reino Unido, descobriram poderosas propriedades antibióticas no cérebro de gafanhotos e baratas que podem conduzir a novos tratamentos para infecções bacterianas resistentes aos medicamentos.

 

A equipa, liderada por Naveed Khan, verificou que os tecidos do cérebro e do sistema nervoso dos insectos foram capazes de matar mais de 90% de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e de Escherichia coli (E.coli) patogénica, sem prejudicar as células humanas.

 

No total, os cientistas identificaram nove moléculas diferentes nos tecidos dos insectos que apresentaram propriedades antibacterianas. "Esperamos que estas moléculas possam eventualmente ser desenvolvidas em tratamentos para a E. coli e a MRSA que são cada vez mais resistentes aos actuais fármacos”, refere Simon Lee, membro da equipa de estudo, adiantando que, por outro lado, "estes novos antibióticos também poderão fornecer alternativas aos actuais medicamentos disponíveis no mercado, que são eficazes, mas que têm efeitos secundários graves e indesejáveis."

 

Mas como é possível estes insectos segregarem os seus próprios agentes antimicrobianos? Para Simon Lee o facto em si não é surpreendente, dado que os “insectos vivem frequentemente em ambientes insalubres e sem higiene, onde encontram todo o tipo de bactérias diferentes. É lógico, portanto, desenvolverem maneiras de se protegerem contra os microrganismos."

 

Usando as mais avançadas ferramentas analíticas, a equipa dedica-se agora ao estudo das propriedades específicas das moléculas antibacterianas. A investigação, que já está em andamento, tem como objectivo testar a eficácia dessas moléculas contra uma variedade de bactérias emergentes, como Acinetobacter, Pseudomonas e Burkholderia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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