Cérebro apaga más memórias…

…de modo consciente

20 janeiro 2004
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Não é novidade da ciência que o Homem é capaz de esquecer as coisas más que lhe acontecem na vida, mas de um modo inconsciente. O que torna a notícia aliciante é que um grupo de cientistas descobriu que o cérebro é capaz de «apagar» pensamentos negativos, de modo consciente.
 

Os estudos, efectuados pelos cientistas das universidades americanas de Stanford e do Oregon, utilizaram tomografias computorizadas ao cérebro para demonstrar que as pessoas podem utilizar a força da mente para «bloquear» pensamentos da mesma forma que fazem com acções indesejadas.
 

A controvérsia sobre se existe ou não um mecanismo para esconder recordações desagradáveis existe há anos. Mas esta novidade, segundo os estudiosos, poderia ajudar os psiquiatras a tratar, de modo mais eficaz, pacientes traumatizados.
 

Antes desse estudo, alguns especialistas ainda acreditavam não existir um mecanismo no cérebro capaz de ajudar as pessoas a «apagar» as recordações indesejadas.
 

Esse ponto de vista era sustentado por um facto intuitivo para quase todas as pessoas: quanto mais se tenta esquecer alguma coisa, mais ela o atormentará.
 

No entanto, os investigadores de Stanford e Oregon parecem ter provado que, em algumas circunstâncias, um indivíduo seria capaz de apagar uma memória ou, pelo menos, afastá-la vigorosamente. Os resultados comprovam a antiga tese de Sigmund Freud sobre a existência de «supressão voluntária da memória».
 

Os cientistas já conhecem a maior parte das funções representadas por actividades em determinadas partes do cérebro. No estudo americano, foram realizados exames que medem a actividade nas diferentes partes do cérebro. Dessa forma, ao testar a actividade no cérebro, é possível estabelecer o que se está a passar dentro do cérebro.
 

Foi dado aos voluntários um teste com palavras, utilizando pares de palavras como provação e barata, vapor e comboio, mandíbula e chicotes.
 

Os participantes receberam ordens para decorar as palavras e, então, ao ouvir a primeira palavra, tinham que se lembrar da segunda, ou, ao invés, suprimi-la.
 

Notavelmente, quando a equipa realizou outro teste, utilizando outras dezenas de palavras, os cientistas perceberam que as palavras que os voluntários tinham mais dificuldade de se lembrar eram aquelas que tinham suprimido conscientemente no teste anterior.
 

Enquanto o processo de supressão acontecia, os exames do cérebro indicavam que a actividade cerebral era parecida com a que se verifica quando uma pessoa começa a fazer um movimento físico, mas desiste no último momento por perceber algum risco.
 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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