Cerca de 5000 mil medicamentos ilegais foram apreendidos

Operação Pangea VII

26 maio 2014
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A Autoridade Tributária e o Infarmed apreenderam em Portugal 4.972 medicamentos ilegais, entre 13 e 20 deste mês, , comunicaram as duas entidades que integraram a Operação Pangea VII.
 

Os comunicados enviados pelas duas entidades, e aos quais a agência Lusa teve acesso, referem que estes medicamentos foram apreendidos de um total de 6.364 encomendas inspecionadas por equipas conjuntas da Autoridade Tributária e a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).
 

A inspeção realizada no âmbito da Operação Pangea VII, realizada por 200 agências de 111 países, resultou a apreensão de 53, a maioria com medicamentos destinados ao tratamento da disfunção eréctil, emagrecimento e esteroides anabolizantes.
 

A Autoridade Tributária e o Infarmed referiram que, "apesar dos alertas, os portugueses continuam a comprometer gravemente a sua saúde ao adquirirem medicamentos pela internet, em websites não autorizados".
 

"A participação na operação Pangea VII e a colaboração entre as entidades envolvidas em Portugal (AT e Infarmed), ao longo do ano, demonstra que é necessário dar continuidade aos alertas públicos e às ações de cooperação, a nível nacional e internacional, para combater estas situações ilegais, tendo em vista a proteção da saúde pública", lê-se no documento.
 

A Operação Pangea VII foi a maior operação internacional de sempre no combate aos medicamentos falsificados, que culminou com a detenção de 239 indivíduos e a apreensão, em todo o mundo, de 7.636.826 unidades de medicamentos falsificados, potencialmente letais e com um valor estimado de 29.861.350 dólares (cerca de 21.811.400 euros).
 

Esta operação foi coordenada pela Interpol, com o apoio da Organização Mundial das Alfândegas (World Customs Organization – WCO), além de Permanent Forum of International Pharmaceutical Crime (PFIPC), Heads of Medicines Agencies, Working Group of Enforcement Officers (WGEO), Pharmaceutical Security Institute (PSI) e Europol, com o apoio de Center for Safe Internet Pharmacies (CSIP) e empresas do sector privado como Microsoft, G2, Visa, Mastercard, American Express, PayPal and LegitScript.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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