Cerca de 22,2 por cento dos bebés nasce fora do casamento
01 maio 2002
  |  Partilhar:

À primeira vista, é um fenómeno paradoxal: o número de crianças nascidas fora do casamento em Portugal tem aumentado sustentadamente ao longo dos últimos anos e representa já mais de um quinto do total de nascimentos (22,2 por cento em 2000), mas, em simultâneo, o nosso país continua a ser um dos mais casamenteiros da União Europeia (UE). A verdade é que, apesar da persistência de um elevado número de casamentos, na tabela de nascimentos extramatrimoniais encontramo-nos hoje numa posição peculiar, à frente de países como a Bélgica, o Luxemburgo e a Espanha e a léguas da Itália e da Grécia, mas ainda abaixo da média da UE, a crer nos dados mais recentes do Eurostat, o serviço de estatística dos Quinze.
 

 

Os dados demográficos mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) não deixam margem para dúvidas: o aumento dos filhos extramatrimoniais decorre, fundamentalmente, do aumento da "coabitação" (16,8 por cento do total destes nascimentos em 2000 aconteceu no contexto de uniões de facto) e, em menor escala, das famílias monoparentais, basicamente mães solteiras (5,4). O que se passa é que, actualmente, se assiste a "uma nova forma de entrada, mais faseada, na vida familiar", conclui outra socióloga do ICS, Karin Wall.
 

 

Veja mais no : Público
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.