Cerca de 20% das crianças com 18 meses consome refrigerantes

Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância

28 outubro 2013
  |  Partilhar:

Na região norte de Portugal, cerca de 20 % das crianças com um ano e meio de idade ingere diariamente refrigerantes e 10% consome sobremesas doces numa base diária, dá conta o Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, apurou que em 41% e 10% das famílias o consumo de sobremesas doces é semanal e diário, respetivamente. Relativamente aos refrigerantes sem gás, 18,5% das famílias afirmou que os seus filhos de um ano e meio bebem diariamente e 27,4% consume numa base semanal. Por outro lado, 12% famílias afirmaram que os seus filhos nunca consumiram este tipo de bebidas.
 

O coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, revelou que o estudo foi realizado em todo o país, com uma amostra representativa da realidade nacional, mas os resultados globais só serão conhecidos dia 01 de novembro.
 

A par do elevado consumo de refrigerantes e doces em idades precoces, regista-se uma “prática muito positiva” de consumo generalizado de sopa e fruta a partir dos seis meses de idade.
 

Assim, mais de 90% das crianças começaram a comer sopa e fruta diariamente a partir dos seis meses. Na apresentação do relatório “Alimentação Saudável em Números”, realizada pela Direção-Geral da Saúde, foram ainda incluídos dados de outro estudo que analisou hábitos alimentares em adolescentes entre os 6.º e o 10.º ano de escolaridade.
 

Concluiu-se que “quando [os jovens] começam a ficar mais independentes, há uma redução de práticas alimentares que os protegiam”, como se vê na redução do pequeno-almoço, refeição considerada essencial para os nutricionistas.
 

No 6.ºano eram 3,7% os jovens que nunca tomavam o pequeno-almoço, número que no 10.º ano subiu para os quase nove por cento.
 

Em relação às crianças do primeiro ciclo, o documento da DGS aponta para uma “aparente estabilização” do número de crianças com obesidade e excesso de peso.
 

“O impacto crescente que as pessoas obesas começam a ter nos serviços de saúde, mesmo sub-reportados, demonstra a necessidade de se atuar cada vez mais cedo”, indica a DGS.
 

Outra conclusão do relatório é a de que há uma maior necessidade de apoio alimentar e nutricional por parte dos serviços de saúde à população mais idosa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.