Centros de saúde vão fornecer kits de diagnóstico para VIH/sida

Declarações do ministro da Saúde

15 fevereiro 2013
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Os centros de saúde vão disponibilizar ‘kits’ de diagnóstico rápido para rastreio do VIH/sida de forma a “tratar imediatamente as pessoas” e “evitar a propagação da doença”, disse o ministro da Saúde, Paulo Macedo.
 

“Outra questão que constatámos é que ainda há um largo número de pessoas que é seropositivo e não está diagnosticado e essencialmente por razões de discriminação”, revelou ainda Paulo Macedo, no final do encontro.
 

O ministro da Saúde sublinhou ainda a importância de uma maior intervenção centrada nos jovens, uma vez que “muitos têm relações sem preservativo”. Contudo, Paulo Macedo mostrou-se mais preocupado em chegar a grupos de população que não estejam tão bem identificados por se encontraram “fora do sistema”.
 

“Há segmentos da população que estão claramente conscientes, mas há outras camadas que estão afastadas, que não vão ao centro de saúde, não vão fazer o seu diagnóstico, dando azo a que o número de novos casos não baixe, o que é uma das nossas maiores preocupações”, declarou o governante.
 

O presidente do Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/sida, Luís Mendão, referiu a importância dos “compromissos assumidos” a nível político, sublinhando a necessidade de “parcerias” que permitam otimizar a relação do trabalho de prevenção das ONG e de tratamento pelo Serviço Nacional de Saúde.
 

“Para termos sucesso julgo que a palavra parceria é de realçar. Na realidade os recursos que temos tido disponíveis não diminuíram, mas são muito baixos. O investimento que fazemos em termos de prevenção e rastreio é muito diminuto face àquilo que o Estado suporta em termos de tratamento, na ordem das várias dezenas de vezes de diferença”, afirmou o ativista.
 

Luís Mendão, ele próprio doente com VIH/sida, sublinhou ainda a necessidade destes doentes serem entendidos como parte da solução e não como o problema, manifestando “disponibilidade para trabalhar com rigor sobre prioridades de saúde pública e os direitos das pessoas”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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