Centros auditivos dão diagnósticos errados

DECO lança alerta e dá sugestões

04 janeiro 2005
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A maioria dos centros auditivos não avalia correctamente as perdas de audição, não faz exames importantes ou efectua-os fora das cabines insonorizadas, podendo falsear os resultados.
 

 

Estas são as conclusões de um estudo da DECO/PRO TESTE a 15 centros, em Lisboa, Porto e Coimbra, cujos resultados são publicados na edição de Dezembro da TESTE SAÚDE.
 

 

A associação de consumidores enviou um doente com dificuldades auditivas aos centros, para comprar uma prótese. Apenas três estabelecimentos efectuaram todos os exames auditivos: Gaes e Audioclínica, de Lisboa, e Bioacústica, de Coimbra. O teste mais vezes ignorado, segundo a TESTE SAÚDE, foi o audiograma vocal, que permite adequar a prótese para a conversação.
 

 

As condições em que são realizados os exames nem sempre são as melhores. No Canal Auditivo do Porto, Centro de Auditivo e Otacústica, de Lisboa, os testes não foram efectuados numa cabine com isolamento acústico. Uma condição essencial para que os resultados sejam fiáveis.
 

 

Em seis casos, os profissionais não examinaram visualmente o ouvido, para verificar, por exemplo, se a perda de audição se devia a uma acumulação de cera, uma inflamação ou qualquer outro problema não corrigível com uma prótese.
 

 

A maioria dos centros também não avaliou devidamente a origem da perda auditiva e não tentou saber quais as necessidades e expectativas do paciente em relação à prótese. A Casa Sonotone e o Centro Auditivo, de Lisboa, não colocaram nenhuma questão sobre estes aspectos.
 

 

Chegada a hora de recomendar o aparelho, a Casa Sonotone e Otacústica, de Lisboa, e a Clinisom, de Matosinhos privilegiaram o ouvido esquerdo, quando o problema estava, sobretudo, no direito.
 

 

Quanto a preços, as diferenças são abismais. Para o mesmo doente, as propostas variaram entre n 550 (um aparelho) e n 3400 (dois aparelhos).
 

 

Parte da responsabilidade por estes resultados, a DECO/PRO TESTE atribui-a à falta de legislação específica para estes estabelecimentos. A associação de consumidores considera, assim, «imprescindível criar uma lei para esta actividade, à semelhança das que já existem noutros países, como a Itália e a Alemanha».
 

 

 

Fonte: DECO/PRO TESTE – Dezembro 2004/Janeiro 2005
 

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