Centro russo que conserva vírus da varíola cumpre medidas de segurança

OMS inspeccionou o local

28 outubro 2002
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O centro VECTOR da Federação russa que conserva uma das duas únicas estirpes de varíola existentes em todo o mundo cumpre estritamente os requisitos de segurança, garantiu a OMS.
 

 

Uma equipa de peritos em segurança biológica contratada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu uma visita de inspecção ao Centro nacional de investigação em virologia e biotecnologia (VECTOR), onde constatou que são aplicadas todas as medidas de segurança e protocolos necessários para trabalhar com o vírus da varíola.
 

"A equipa ficou impressionada com a devoção e competência do pessoal" deste centro, com sede em Kotsovo, na região de Novosibirsk, explicou uma porta-voz da OMS, Fadela Chaib.
 

 

O edifício onde são realizados trabalhos com o vírus está a ser renovado, pelo que os peritos vão efectuar outra visita ao local assim que as obras estiverem terminadas para homologar os laboratórios, tornando-os novamente operacionais.
 

 

O VECTOR e o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças de Atlanta (Estados Unidos) são os dois laboratórios responsáveis pela conservação das únicas estirpes do vírus da varíola existentes em todo o mundo, segundo os registos da OMS.
 

 

Após a confirmação oficial da erradicação da varíola, em 1980, foram destruídas todas as estirpes excepto duas, de forma a garantir a continuação das investigações relacionadas com o vírus.
 

 

No entanto, foi estabelecida a sua destruição no ano 2000.
 

Em Maio de 2002, a Assembleia Mundial da Saúde, adiou, pela terceira vez, a destruição final dessas duas reservas do vírus, com o objectivo de possibilitar que sejam concluídas as investigações em curso e permitir o rápido desenvolvimento de uma vacina em caso de necessidade.
 

 

A Assembleia estabeleceu igualmente a realização de inspecções de controlo para confirmar que as estirpes estão estritamente confinadas, assim como assegurar que o ambiente no qual são manuseadas não apresenta riscos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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