Centro Hospitalar de S. João do Porto está a produzir medicamento

Em agosto o medicamento já estará disponível

16 maio 2013
  |  Partilhar:

A produção de uma molécula em falta no mercado português começou a ser, já há alguns meses, produzida pelo Centro Hospitalar de S. João do Porto, o qual prevê que em agosto/setembro o medicamento esteja disponível para administrar aos doentes ali internados.
 

A decisão de produzir alguns medicamentos surgiu do facto de produtos em fim de linha, sem patente, que são essenciais ao tratamento dos doentes, terem deixado de ser distribuídos em Portugal por razões económicas, ou seja, “deixaram de ser rentáveis para os fornecedores, obrigando-nos a recorrer à importação”, explicou à agência Lusa Paulo Carinha, diretor do Serviço de Farmácia do S. João.
 

“Para evitar a importação e termos um custo inferior, decidimos iniciar a produção dessas moléculas. Começamos com uma, a dexametasona (utilizada no tratamento de doentes oncológicos), que nesta altura está em testes e esperamos que em julho/agosto/setembro esteja concluído o processo analítico e o produto esteja disponível para ser utilizado nos doentes”, referiu.
 

De acordo com Paulo Carinha prevê-se que o Centro Hospitalar de S. João poupe “15 a 20 mil euros por ano com a produção da dexametasona.
 

O diretor do Serviço de Farmácia do S. João salienta que o objetivo “não é competir com laboratórios, nem quebrar patentes”, é apenas “aproveitar um nicho de mercado e produzir produtos que estão em fim de linha e que por falta de rentabilidade não estão a ser distribuídos no nosso país”.
 

“O projeto será mais rentável se produzido em maior escala”, admitindo, por isso, que além do S. João, o medicamento possa ser disponibilizado a outras unidades que não têm capacidade de produção.
 

Segundo disse à Lusa, está a ser analisada a construção de uma nova área, com três novos gabinetes, que implicará um investimento de “cerca de 100 mil euros”.”
 

“O Infarmed está a colaborar connosco, definindo os requisitos técnicos das instalações e dos equipamentos, para podermos responder à produção deste tipo de medicamentos. Já contactamos empresas da área para que, face aos requisitos técnicos obrigatórios, nos elaborem propostas de forma que seja possível ter a nova ala pronta até final do ano”, disse.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.