Centro de Hemofilia do Centro Hospitalar de São João premiado

Reconhecimento pelo European Haemophilia Network Project

24 abril 2014
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O Centro de Hemofilia do Centro Hospitalar de São João do Porto foi reconhecido pelo European Haemophilia Network Project (EUHANET), como centro europeu polivalente de hemofilia pelo seu desempenho e diferenciação do serviço prestado.
 

“Esta entidade externa vem confirmar a qualidade do tratamento efetuado no CH São João. É relevante não apenas para a confiança dos doentes, mas também porque permite mais facilmente a inclusão do centro em ensaios clínicos internacionais, estudos e projetos de investigação, assinalando de forma inequívoca o centro no panorama europeu”, refere em comunicado o Centro Hospitalar de São João do Porto.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a Hemofilia é um conjunto de doenças hereditárias que se caracterizam por uma hemóstase inadequada, ou seja, os doentes não conseguem formar coágulos de forma efetiva, provocando hemorragias. Acredita-se que existam em Portugal cerca de 700 a 800 doentes com estas patologias.
 

A hemofilia A (forma mais comum), que corresponde a uma deficiência de fator VIII da coagulação, está presente em cerca de 1 em cada 5.000 nascimentos do sexo masculino, ou seja, estima-se que nasçam todos os anos, cerca de 8 a 10 crianças afetadas com esta patologia, sendo que atualmente, em função dos tratamentos utilizados, estes doentes têm uma esperança de vida semelhante ao resto da população.
 

Em Portugal não existem centros de hemofilia formalmente criados. Apesar do seu tratamento se concentrar apenas em alguns hospitais, desconhece-se se cumprem com os requisitos de qualidade que são exigidos. De forma a avaliar esta questão, foi criado um projeto europeu, o EUHANET, financiado pela Comissão Europeia e que pretende estabelecer uma rede de centros de hemofilia, de modo a melhorar o apoio médico a doentes com patologias hemorrágicas hereditárias.
 

Nesse sentido, foi estabelecido um conjunto de requisitos de qualidade, que os centros têm de cumprir para serem reconhecidos, nomeadamente: instalações, organização, recursos humanos especialistas, políticas e procedimentos, formação, terapêuticas disponíveis, disponibilidade e experiência de um conjunto significativo de especialidades no tratamento destes doentes (ortopedia, medicina física e reabilitação, gastroenterologia, doenças infeciosas, estomatologia), apoio de genética médica e participação em projetos de investigação clínica.
 

Adicionalmente, os centros têm de conseguir fornecer tratamento profilático para o ambulatório, bem como tratamento de urgência, possibilidade de serem realizadas cirurgias programadas, além de outras questões mais específicas, como o tratamento de doentes com inibidores, incluindo a imunotolerância.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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