Células tubulares renais produzidas a partir de células estaminais

Estudo publicado no “Journal of American Society of Nephrology”

02 janeiro 2014
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Investigadores americanos produziram células tubulares renais a partir de células estaminais. O estudo publicado no “Journal of American Society of Nephrology” constitui um avanço significativo para a utilização da medicina regenerativa no tratamento da insuficiência renal. 
 
Os investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, têm trabalhado nos últimos cinco anos no sentido de desenvolver estratégias para diferenciar células estaminais pluripotentes, particularmente as células estaminais embrionárias humanas e células estaminais pluripotentes induzidas humanas, em células de rim para serem utilizadas na regeneração deste órgão. 
 
“O nosso objetivo era desenvolver um método simples, eficaz e reprodutível de diferenciar células estaminais pluripotentes humanas em células da mesoderme intermédia, um tecido embrionário que dá origem aos rins”, explicou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Albert Lam que acrescenta que estas células funcionariam como “blocos iniciais” para a formação de células renais mais específicas. 
 
Neste estudo, os investigadores descobriram uma mistura de substâncias químicas que, quando adicionada às células numa ordem precisa, silencia genes que se encontram nas células estaminais embrionárias, e ativa outros genes encontrados nas células renais, seguindo a mesma ordem de ativação que ocorre durante o desenvolvimento embrionário do rim. 
 
Os investigadores foram capazes de diferenciar células estaminais embrionárias e células estaminais pluripotentes induzidas humanas em células que expressam dois marcadores da mesoderme intermédia, o PAX2 e Lhx1. As células estaminais pluripotentes induzidas humanas foram obtidas através da transformação de fibroblastos extraídos de biópsias da pele, o que faz com que esta técnica possa ser aplicada em abordagens terapêuticas personalizadas. 
 
As células diferenciadas expressam vários genes presentes na mesoderme intermédia, podendo espontaneamente dar origem a estruturas tubulares que expressam marcadores dos túbulos renais maduros. Posteriormente, estas células podem ser diferenciadas em células que expressam marcadores importantes do mesenquima metanéfrico, uma etapa que é importante para a diferenciação dos rins.
 
As células obtidas continuaram a comportar-se como as células renais quando transplantadas em rins adultos ou embrionários de ratinhos, fornecendo assim esperança aos investigadores no sentido de um dia serem capazes de criar tecidos renais que poderiam funcionar em pacientes e seriam 100% imunocompatíveis. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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