Células saudáveis ajudam a eliminar células tumorais mamárias

Estudo publicado na “Science Translational Medicine"

19 abril 2011
  |  Partilhar:

Investigadores americanos identificam uma proteína, produzida pelas células mamárias saudáveis, que conduz à morte das células tumorais da mama, revela um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 

Apesar de o cancro continuar a ser uma das causas de morte prematura da actualidade, a maioria das pessoas não é atingida por esta doença. De facto, a taxa de cancro na população humana é surpreendentemente baixa, tendo em conta que o nosso organismo está exposto diariamente à radiação, a danos químicos e a outros factores que promovem o aparecimento de mutações nocivas no ADN e de tumores malignos.
 

“Mesmo os indivíduos saudáveis produzem até 1.000 células anormais por dia. No entanto, como parte do processo de regulação homeostática, estas células tumorais são eficientemente erradicadas pelos chamados sistemas de vigilância tumorais”, explicou Saori Furuta, uma das co-autoras do estudo. “Vários sistemas de vigilância tumorais têm vindo a ser descritos, incluindo as moléculas supressoras tumorais, a vigilância imunológica, a supressão pela matriz extracelular assim como outros factores microambientais”. Neste estudo, recentemente publicado, os investigadores descobriram um novo supressor tumoral, a IL-25.
 

Os investigadores do Lawrence Berkeley National Laboratory, nos EUA, descobriram que as células epiteliais mamárias saudáveis secretavam a IL-25, uma proteína conhecida por desempenhar um papel importante na resposta do sistema imunitário à inflamação.
 

Os investigadores liderados por Mina Bissell verificaram que a IL-25 apresentava uma elevada toxicidade para as células tumorais mamárias mas não afectava as células mamárias saudáveis. O estudo constatou que esta selectividade se deve ao facto de só as células tumorais expressarem o receptor para a IL-25, o IL25R. Após a realização de alguns ensaios, os investigadores observaram que a interacção da IL-25 com o seu receptor, presente nas células tumorais, conduzia à activação de um processo denominado por apoptose ou morte celular.
 

Através da análise das biópsias realizadas, os investigadores descobriam que 20% das células cancerígenas da mama expressavam o IL25R. Adicionalmente, foi ainda verificado que estas células eram muito invasivas e estavam associadas a uma má evolução clínica dos pacientes. Assim, os investigadores acreditam que no futuro o IL25R pode ser utilizado como um marcador terapêutico para o diagnóstico e tratamento do cancro da mama.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.