Células sanguíneas convertidas em tratamento de doenças autoimunes

Estudos publicados no “Journal of Immunology” e “The European Journal of Immunology”

22 julho 2013
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram uma forma de converter células sanguíneas do próprio paciente num tratamento para as doenças autoimunes, como artrite reumatoide e doença de Crohn, revelam estudos publicados no “Journal of Immunology” e no ”The European Journal of Immunology”.
 

As doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo em vez de o defender das infeções provocadas por vírus, bactérias e células estranhas. Um sistema imunológico sobreativado envia um tipo de glóbulos brancos, os linfócitos T, para os tecidos e órgãos saudáveis, onde causam inflamação e destruição dos tecidos.
 

O tratamento das doenças autoimunes, sem o comprometimento do sistema imunológico do paciente, tem sido um grande desafio para os especialistas, o qual poderá vir a ser ultrapassado pela utilização de um outro tipo de células T, os linfócitos T supressores, sugerem os investigadores da Universidade de Purdue. Os linfócitos T supressores migram para as áreas afetadas pela inflamação e suprimem os linfócitos T sem diminuir significativamente o seu número noutras aéreas do organismo onde estes são necessários para exercer a sua função.
 

Neste estudo, os investigadores descobriram uma forma de aumentar a quantidade deste tipo de linfócitos. Foi verificado que na presença de progesterona, os linfócitos T naïve, ou seja, as células imunes a partir das quais todos os tipos de linfócitos T se desenvolvem, diferenciavam-se em linfócitos T supressores. Os autores do estudo explicam que os linfócitos T naïve podem ser facilmente conseguidos a partir do sangue do paciente, tratados e posteriormente re-injetadas.
 

“Estas células estão a ser direcionadas para se tornarem num tipo de células que já existem no nosso organismo, onde é mantido um equilíbrio entre os linfócitos T inflamatórios e supressores. Estamos apenas a fazer com que a balança penda a favor dos linfócitos supressores, para conseguir reduzir a inflamação. Desta forma conseguimos evitar muitos dos efeitos secundários associados aos fármacos imunossupressores”, explicou, um dos autores do estudo, Chang Kim.
 

“Adicionalmente, as células do próprio organismo não são rejeitadas e permanecem no organismo durante um período mais longo de tempo. Em vez da toma diária de fármacos, estes resultados poderão conduzir a um tratamento que poderá ser administrado, a cada seis meses”, acrescentou o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.