Células NK podem travar o progresso da doença de Parkinson

Descoberta publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

23 março 2020
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A Universidade de Georgia realizou um estudo onde se verificou que as células NK podem proteger contra as mudanças celulares que causam a doença de Parkinson.
 
As células NK são glóbulos brancos que conseguem eliminar tumores sem receberem ordens do corpo. Estas células são responsáveis pela primeira linha de defesa contra uma invasão ou um vírus e estão equipadas para ativarem receptores que conseguem detetar stress celular e identificar células que sofreram alterações devido a infeções.
 
O estudo destaca que as células NK não só procuram e atacam intrusos como podem ser cruciais na regulação e contenção de inflamação no tecido cerebral e na aglomeração tóxica de proteínas – características da doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas.
 
Num modelo de rato comprovou-se que sem células NK o sistema nervoso fica vulnerável a ataques. Sem estas células as proteínas não são controladas e há uma diminuição substancial nas células resistentes a vírus. Também se verificou que o número e função das células NK diminui em animais mais velhos.
 
Jae-Kyung Lee, uma das investigadoras, afirma que compreender como a periferia sinaliza para as NKs procurarem agentes infeciosos, mesmo na ausência de doença, pode levar a tratamentos revolucionários para a doença de Parkinson.
 
Os investigadores concluem ainda que pretendem analisar as mudanças na biologia das células NK relacionadas com a idade e as implicações que isso tem na saúde e bem-estar de idosos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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