Células nervosas do estômago funcionam como relógio circadiano

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

10 dezembro 2013
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As células nervosas do estômago atuam como um relógio circadiano, limitando o consumo de alimentos para momentos específicos do dia, sugere um estudo publicado no “Journal of Neuroscience”.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, investigaram como as células nervosas do estômago respondiam à dilatação, que ocorre como consequência do consumo de alimentos, em intervalos de três horas ao longo do dia.
 

O líder do estudo explicou que estas células nervosas são responsáveis por informar o cérebro sobre a quantidade de alimentos consumida e quando a sua ingestão deve ser interrompida.
 

O estudo apurou que as células nervosas atingem uma sensibilidade mínima nos períodos de vigília. O que significa que, nas alturas do dia de maior atividade, quando é necessária uma maior energia, é consumida uma maior quantidade de alimentos, antes de as pessoas se sentirem saciadas.
 

Contudo, os investigadores constataram que no período de sono, as células nervosas do estômago tornam-se mais sensíveis à dilatação, sinalizando mais rapidamente a saciedade o cérebro, e consequentemente, limitando o consumo de alimentos. Esta variação repete-se a cada 24 hora, de uma forma circadiana, com as células nervosas a atuarem como relógio a coordenar o consumo de alimentos e as necessidades de energia.
 

Apesar destes achados terem sido obtidos através de experiências laboratoriais, os investigadores acreditam que as mesmas variações nas respostas das células nervosas ocorram nos humanos, ou seja as células nervosas são menos sensíveis durante o dia e mais sensíveis à noite.  
 

A líder do estudo, Amanda Page, referiu que estes achados “poderão conduzir a novas descobertas de como as alterações do ritmo circadiano afeta os hábitos alimentares das pessoas. "
 

Sabemos que os indivíduos que trabalham por turnos, por exemplo, são mais propensas a terem distúrbios no sono e no comportamento alimentar, conduzindo à obesidade e a outros problemas de saúde. Atualmente estamos a realizar mais estudos para averiguar o tipo de impacto que estas alterações no ritmo circadiano têm sobre comportamento alimentar, e como as células nervosas do estômago reagem a estas mudanças", conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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